Uma tarde diferente para os alunos do quarto ano de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Nesta segunda-feira (24), os acadêmicos estiveram em uma queijaria da região para conhecer o processo de produção de queijos e o armazenamento do leite, além de estudar a logística de distribuição e a embalagem dos produtos. A atividade também está vinculada ao Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG), que busca fortalecer o setor lácteo na região dos Campos Gerais e apoiar pequenos produtores.
A primeira parada dos alunos, ao chegar na Queijaria Vila Velha, foi conhecer o processo de produção do queijo, diretamente da fábrica da propriedade. O grupo se dividiu em duplas e começou a anotar cada etapa. Em seguida, os estudantes seguiram para conhecer o trabalho na leiteria, desde o pasto, o estábulo, o curral e a ordenha. Os alunos ainda coletaram amostras e realizaram avaliação das etiquetas das embalagens, com foco nos aspectos regulatórios. “Conectar o projeto à graduação fortalece os pilares da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, salienta o professor do curso de Engenharia de Alimentos e pós-doutorando em Ciência e Tecnologia de Alimentos, José Pedro Wojeicchowski. Juntamente com a professora Aline Alberti, os docentes conduziram a atividade com os estudantes na queijaria. 
Com a coleta e análise feita pelos estudantes, ainda está prevista a entrega formal dos materiais elaborados e a apresentação dos dados aos proprietários da empresa. “Essa iniciativa consolida a extensão universitária, ao aproximar a instituição da comunidade, pois vimos um engajamento dos estudantes em projetos nos quais os conceitos teóricos são integrados à prática, gerando resultados de impacto aplicado e transformador”, completa José. Essa percepção se reflete na fala da aluna de Engenharia de Alimentos, Maria Eduarda Pires da Silva: “eu adorei a atividade, é sempre muito bom estar em comunicação com o produtor rural, trocando conhecimentos, pois ambos aprendem com isso”. Foi uma oportunidade de conhecer como produtores da região trabalham com a coleta e distribuição do leite e a produção de queijos, segundo Maria. “A gente vai debater sobre o que vimos e reunir todas as informações que coletamos. Assim, a gente consegue dar um retorno pra eles e também aprender na prática como funciona um propriedade leiteira”, finaliza.
Texto e fotos: Jéssica Natal




































