Professora de Serviço Social fala com adolescentes sobre prevenção à violência sexual

A professora Cleide Lavoratti, do curso de Serviço Social da UEPG, realizou na última segunda-feira (30) palestra para os alunos dos 8º anos do Colégio Marista Pio XXII, sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes. Na atividade, foram abordadas as diferentes expressões e conceitos de violência sexual (abuso sexual, exploração sexual comercial, tráfico de crianças e adolescentes), dados de violência sexual no Brasil, no Paraná e em Ponta Grossa, os mitos e verdades sobre a violência sexual, as formas de autodefesa e proteção e os canais de denúncia, além do cuidado com a exposição e compartilhamento de conteúdo sexual nas redes sociais.

A palestra foi uma das ações do Núcleo de Estudos, Pesquisa, Extensão e Assessoria sobre Infância e Adolescência (NEPIA), projeto de extensão que tem por objetivo realizar atividades preventivas e de enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes, através de eventos, campanhas e outras atividades socioeducativas. O projeto busca ainda articular com órgãos de atendimento e proteção de crianças e adolescentes ações de prevenção às violências e de promoção dos direitos humanos infanto-juvenis.

No Brasil, no período de 2011-2018 foram registradas 171.658 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Disque 100, que é um serviço de denúncia do Governo Federal. Nesse mesmo período, no Paraná 8.234 denúncias foram realizadas, enquanto que em Ponta Grossa, de 2015 a 2018, foram registradas nos três conselhos tutelares 997 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes.

A professora Cleide conta que outra preocupação da palestra foi abordar junto aos adolescentes a violência sexual facilitada pela tecnologia, como o “sexting”, que é o compartilhamento de mensagens, fotos e vídeos de cunho sexual por qualquer meio eletrônico (smartphones, tablets e computadores), sendo que o Paraná já registrou 47 casos desse tipo de violência sexual no período de 2014-2018; o “grooming” que é o assédio sexual cometido por adulto contra crianças e adolescentes na internet, com 44 casos registrados no Estado de 2014-2018; e a “sextorsão”, ameaças de divulgação de fotos ou vídeos íntimos para fazer com que a pessoa faça algo contra a sua vontade. 

Os adolescentes foram orientados a não compartilhar conteúdos de natureza sexual nas redes sociais, nem divulgar seus dados pessoais (fotos, endereço, telefone, nome de escola onde estuda, entre outras informações) que possam ser usadas por possíveis agressores sexuais. Foram orientados, também, a procurar os conselhos tutelares e a Delegacia de Proteção à Criança e o Adolescente (NUCRIA) caso estejam vivenciando alguma situação de violência.