Reitor da UEPG participa de Lançamento do Projeto Eleitor do Futuro

Compartilhe

O Reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), professor Miguel Sanches Neto, participou na tarde desta terça-feira (19), na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa, do lançamento da sétima edição do projeto Eleitor do Futuro 2022. O projeto envolve cerca de três mil alunos entre 12 e 16 anos incompletos, de 12 instituições de ensino da rede pública e privada e tem o objetivo de discutir democracia, participação política e importância do voto, a fim de incentivar o protagonismo juvenil na política e a cidadania de crianças e adolescentes.

O projeto é uma iniciativa da Vara da Infância e Juventude, sob coordenação da juíza Dra. Noeli Reback, e com parceria com o Núcleo de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e da Juventude (NEDDIJ) da UEPG. “A parceria do NEDDIJ com a Vara da Infância e da Juventude já é histórica. Nessas ações preventivas a gente trabalha já, há bastante tempo. Com o Eleitor do Futuro, então, cada vez que é ano de eleição, seja municipal, estadual ou federal, o NEDDIJ faz parceria com a Vara da Infância oferecendo oficinas de cidadania nas escolas estaduais e particulares”, detalha a professora do Departamento de Serviço Social, coordenadora do NEDDIJ UEPG, Cleide Lavoratti.

O Projeto abrange diversos aspectos relacionados à política, a fim de engajar e mobilizar os jovens. “Nós vamos trabalhar estimulando a discussão da cidadania, democracia participativa, sobre a importância do voto, para que esses jovens futuramente possam se engajar na vida política do país”, relata a coordenadora do NEDDIJ. A professora ainda destaca a importância do projeto para a formação não só de eleitores, mas de cidadãos do futuro: “A gente entende que essas ações são de fundamental importância pra gente democratizar as relações sociais, democratizar a participação política. Às vezes a gente percebe que os jovens estão muito distantes das discussões sobre cidadania, sobre participação política, e a participação não se dá só pelo voto – é uma das formas de participação”, ressalta.

A Juíza da Vara da Infância e Juventude, dra. Noeli Reback, destaca que o projeto já atingiu muitos jovens ao longo dos anos e exerce papel fundamental no desenvolvimento da consciência política e social. “Atingimos mais de 20 mil alunos já, e todo ano ele é uma novidade, porque aprender política, fazer política seriamente, dentro do conceito efetivo que é política, é o que se aprende na escola mesmo. Se aprende de jovem. E a busca nesse projeto é isso: é conscientizar esse adolescente que ainda não vota, mas vai votar na eleição próxima, da importância que é ser político quanto ao exercício do voto, em quem vai votar, por isso a gente trabalha com todas as etapas que a Justiça Eleitoral tem, com esses eleitores do futuro”, destaca.

O Projeto

O Projeto Eleitor do Futuro tem como propósito a realização de oficinas, ministradas por acadêmicos da UEPG, com jovens em período escolar, a fim de sensibilizá-los sobre a políitca. Hoje, o Eleitor do Futuro conta com o trabalho de 10 alunos estagiários dos cursos de Direito e Serviço Social da UEPG, mas ainda mais alunos devem fazer parte do projeto. “Esses 10 acadêmicos estarão mobilizando acadêmicos do Direito e do Serviço Social para que esses jovens, que vão receber uma capacitação do dia 25 a 29 de abril,  possam aplicar oficinas nas escolas estaduais e particulares”, explica a professora Cleide. “São cerca de três mil alunos, então a gente precisa de mais gente junto na parceria para o projeto”, destaca a aluna estagiária do projeto, acadêmica do terceiro ano de Serviço Social, Luiza Stelle Linhares da Rocha.

Reback esclarece que, nas escolas, após as oficinas e com a orientação dos monitores e professores, os alunos simularão eleições para sentirem um pouco de como funciona o processo eleitoral. “Primeiro eles fazem convenção, têm partidos políticos – que não são os oficiais, obviamente -, têm bandeiras que eles defendem, se candidatam dentro das escolas, têm seus eleitores… Dentro da área administrativa da Justiça Eleitoral, fazemos a lacração de urnas, o treinamento de mesários e fazemos a eleição e parametrizamos os votos”, relata a juíza. “São quatro meses de projeto, mas de uma maneira muito intensa levando o que é política para esses meninos e meninas com a intensão de que a gente consiga deixar um pouco de mensagem com a importância do que é a democracia”, ressalta. “Então a ideia é realmente fortalecer essa participação e esse protagonismo da juventude nos espaços  e nas instâncias de deliberação de políticas públicas”, complementa a professora Cleide.

A parceria com a UEPG

“O projeto Eleitor do Futuro conta com uma forte participação da UEPG e revela esse papel que a universidade cumpre de maneira extremamente competente que é a formação de lideranças das mais diversas áreas e, nesse caso específico, a formação de lideranças para a cidadania, porque garantir o acesso a um processo eleitoral é ampliar o processo democrático de participação”, avalia o Reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, professor Miguel Sanches Neto.

Para o reitor da UEPG, projetos como esse têm papel importante na formação acadêmica dos alunos: “É extremamente importante, uma vez que, na condição de pessoas que ainda estão em processo de formação, esse contato com o processo eleitoral tem também um caráter formativo. Ajuda na formação dos nossos alunos para que possam atuar de maneira mais transformadora dentro da nossa sociedade”, destaca.

O estagiário do Projeto Eleitor do Futuro, acadêmico do terceiro ano de Serviço Social da UEPG, Matheus Dums, avalia positivamente a oportunidade. “Eu acho extremamente interessante o projeto por eu ser acadêmico, pois, além de eu aprender a realizar as oficinas, eu auxilio na promoção da autonomia dos adolescentes, mas principalmente por poder atuar nas funções e responsabilidades atendidas pelo NEDDIJ”, afirma. Luiza concorda com o colega: “Eu acho que essa atividade vêm muito de encontro com o princípio de um projeto de extensão, que é a gente estar ali na comunidade trazendo a autonomia dos adolescentes e também com a nossa formação acadêmica: a gente tá na prática trabalhando com eles, não apenas na teoria, mas diretamente com o sujeito”, complementa a acadêmica

O jovem eleitor

Em ano de eleições, a Justiça Eleitoral tem investido no incentivo para que os jovens façam seu título de eleitor, que pode ser emitido pelo site do TSE. O Projeto Eleitor do Futuro tem trabalhado desde cedo no incentivo dos jovens junto às escolas. “Hoje é o lançamento do Projeto, mas nós iniciamos o projeto em março. A primeira etapa do projeto foi um trabalho muito constante junto aos colégios no sentido de conscientizar o jovem que vai fazer 16 anos a fazer seu título eleitoral. Todos os adolescentes acompanhados pela Vara da Infância também estão sendo orientados para que façam o título eleitoral. É muito importante que o jovem de 16 a 18 anos, mesmo não sendo obrigado, entenda a importância de fazer o título. Não pensando em fazer por fazer, mas votando conscientemente”, ressalta a juíza, dra. Noeli Reback.

O reitor da UEPG, professor Miguel, destaca a importância de iniciativas como essa para o incentivo da participação juvenil na política. “Nesse momento essa iniciativa é extremamente importante, principalmente nesse período de pós pandemia em que houve uma desmobilização maior de todos, mas principalmente dos jovens. É importante que eles sejam inseridos dentro dessa perspectiva eleitoral e, muito mais que eleitoral, mas numa perspectiva de defesa de políticas públicas nas mais diversas áreas. Então o momento é propício para que os alunos e os professores da nossa universidade possam desenvolver esse papel de engajamento dos jovens e adolescentes na política”, avalia o professor.

Texto e fotos: Cristina Gresele


Compartilhe
Skip to content