HU recebe doação de 2500 máscaras PFF2

Nesta segunda (13), a Universidade Estadual de Ponta Grossa recebeu a doação de 2500 máscaras PFF2 para o Hospital Universitário, de um grupo de associados do Clube Sírio Libanês. Este tipo de equipamento sofre escassez no mercado, devido à pandemia de Covid-19.

Como conta o professor Everson Krum, vice-reitor da UEPG, a iniciativa partiu de um grupo de pessoas que se uniram para encomendar as máscaras diretamente da fábrica. “São 16 pessoas que se juntaram para adquirir o equipamento, que nesta quantidade totaliza cerca de R$55 mil”, explica o professor.

A diretora do HU-UEPG, professora Luciane Cabral, enfatiza que as doações ajudam a assegurar que todas as equipes assistenciais e de higienização estão em segurança. “Toda doação é bem-vinda e útil, lembrando que temos estoque mas há um certo desabastecimento no mercado e alguns fornecedores não têm produtos para entrega”, ressalta.

Os sócios do Clube Sírio Libanês que participaram da doação são Ana Cláudia Bittar, Anor Ajuz Issa, Badi Abi Sâmara, Bady Cury, Carlos Roberto Tavarnaro, Danilo Saad, Flávio Ribas Tebchirani, Guataçara Navarro Messias, João Emiliano Carneiro, João Luiz Giostri, Lucia Alves de Carvalho, Nely Nastás Assad, Oscar Simão de Souza Nasseh, Salem Chamma, Salim Acras e Victor Zammar.

Máscaras N95 e PFF2

As máscaras PFF2 são similares aos respiradores N95. A diferença é que as primeiras são certificadas pela norma brasileira definida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), enquanto que os segundos são testados e reconhecidos por uma instituição estadunidense. Ambas são consideradas os equipamentos de proteção individual (EPI) ideais para trabalhadores expostos a ambientes com contaminação aérea, garantindo a segurança do usuário.

Este tipo de máscara, recomendada durante a pandemia para uso de profissionais da saúde que entram em contato com possíveis casos de coronavírus, tem um filtro de ar que bloqueia pelo menos 95% das partículas em suspensão, ajudando a proteger contra doenças transmitidas pelo ar, como a Covid-19. O material pode ser utilizado mais de uma vez, desde que pela mesma pessoa e depois de ser armazenado corretamente, o que torna esse equipamento semidescartável.

Durante a pandemia de Covid-19, este equipamento é particularmente importante, já que dentre as manobras médicas utilizadas em pacientes infectados, estão a intubação e a aspiração, procedimentos que geram aerossóis (partículas sólidas ou líquidas finíssimas suspensas no ar). Por isso, respiradores N95 e PFF2 são indispensáveis para uso das equipes na linha de frente da assistência da pandemia.

Texto e fotos: Aline Jasper