Professores falam sobre os desafios da profissão no dia do Administrador

Hoje (09), comemora-se o dia do administrador – profissional que atua no planejamento, organização, gestão e controle das empresas. Com o avanço da pandemia do novo coronavírus, os desafios para quem trabalha nessa área aumentaram e, mais do que nunca, os administradores se tornaram essenciais para o enfrentamento da crise, em que as organizações precisaram, de uma hora para outra, se reinventar frente às mudanças.

A professora Adriana Fabrini, do Departamento de Administração da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), explica que administrador tem um papel fundamental no processo de adaptação que a sociedade está vivendo. “O administrador desenvolve a visão sistêmica, através de todas as disciplinas que são trabalhadas no curso, como por exemplo, marketing, finanças, contabilidade, gestão de negócios internacionais, recursos humanos, entre outras”. De acordo com ela, a graduação fornece, aos acadêmicos e futuros administradores, o conhecimento necessário para o mercado de trabalho. “Esse profissional tem as ferramentas para unir os elementos teóricos que foram trabalhados dentro da academia e olhar de forma mais aprofundada e sistêmica para aquela realidade”, diz.

A mudança nas relações de consumo que ocorre durante a pandemia impacta também no trabalho estratégico que os administradores desenvolvem, conforme explica o professor da UEPG Emerson Hilgemberg. “É necessário compreender essas mudanças e reposicionar as organizações, tanto para esse contexto de enfrentamento da pandemia, como em um cenário pós-pandemia”. Para o docente, “o administrador tende a ser a pessoa mais capacitada para conseguir enfrentar esses desafios, dada a formação que tem”.

Para a docente Gislaine Martinelli Baniski, em essência, um Administrador conduz mudanças estratégicas e o grande destaque desse profissional  é o agir. O componente atitudinal é destacado, incentivado e estudado desde os primeiros anos do curso, gerando preparo e qualificação para o administrador efetivamente implementar inovações nas organizações”, informa. “Preparar as empresas para estarem atentas às necessidades e desejos das pessoas, oferecendo serviços e produtos com qualidade e velocidade são requisitos mínimos para estar no mercado. A tecnologia, inovação aberta, interconexão e respostas rápidas são algumas das demandas que requerem do Administrador atualização constante e qualificação para saber conduzir tais propostas”, destaca Gislaine.

Segundo a professora da UEPG Eliane de Fátima Rauski, o tempo exigido para a adequação é curto. “A tecnologia precisou avançar 5 anos em 50 dias, as pessoas tiveram que superar as dificuldades de trabalhar em casa e ocorreu uma readaptação da estrutura familiar”. No entanto, os desafios citados pela docente podem representar oportunidades de crescimento quando bem aproveitados. Ao citar o ditado ‘a necessidade é a mãe das invenções e do progresso’, Rauski afirma que, “no mundo do trabalho, tivemos que nos reinventar e estabelecer prioridades e focos, com ênfase na gestão de pessoas: estabelecemos protocolos, suporte às novas demandas e mudamos o plano de comunicação para garantir acesso a todos”.

Diante de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, Eliane Rauski afirma que inovar deixou de ser uma opção para se tornar uma obrigação. “Não é possível resolver os problemas usando o mesmo padrão de pensamento que os criou, é preciso pensar ‘fora da caixa’. Ela acredita que esse é o momento de as empresas afirmarem a missão, visão e valores que anunciam para os clientes. “As organizações precisam ter uma cultura transparente e antifrágil, que é aquela que se fortalece e melhora com os impactos que sofre. E a função do administrador como líder nesse contexto é de ‘enxergar a floresta além da árvore’ e ser mais assertivo. Apresentar soluções é a responsabilidade de todo profissional de administração”, finaliza.

Texto: Vanessa Hrenechen     Fotos: divulgação