Voluntários iniciam a produção de máscaras para o HU-UEPG

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Voluntários iniciaram a produção de máscaras que serão utilizadas pelos profissionais de Saúde do Hospital Universitário da UEPG durante atendimento aos pacientes com Coronavírus. O modelo foi desenvolvido pela estilista Jussara Barbosa em conjunto com o trabalho da equipe técnica do hospital e de docentes da universidade.

A Chefe do Bloco Cirúrgico do Hospital Universitário, Caroline Simionato Zander, explica que as máscaras serão produzidas com SMS, material que há no hospital e foi analisado pelo professor de Engenharia de Materiais Sidnei Pianaro.

“Nós estudamos a caracterização deste material para verificar a possibilidade de fabricação de máscaras com este tecido. As pesquisas foram realizadas no Complexo de Laboratórios Multiusuário (CLabmu), com o apoio da técnica de laboratório Vanessa Chagury, responsável pelas análises de Microscopia Eletrônica de Varredura (FEG) e da bolsista da Fundação Araucária (Bolsa Técnico) Cristiane Erdmann, responsável pelas análises de espectroscopia de infravermelho (FTIR)”, diz Pianaro.

O docente conta que “o primeiro equipamento forneceu informações sobre a estrutura do tecido, tamanho de poros, gramatura e tecnologia de fabricação. O segundo nos revelou a natureza do material”. De acordo com Jussara, o modelo foi criado com base nas características informadas pelos pesquisadores. “É necessário desenvolver o produto com cuidado em relação à anatomia, filtragem e segurança”, conta.

Pianaro reforça que o material deve ter o tamanho de poros compatível com as partículas a serem filtradas, fibras dispostas segundo a tecnologia de fabricação tecido-não tecido e uma gramatura mínima recomendada de 50 g/m2.  “Além disso, a máscara em contato com a pele não pode causar irritação ou outros efeitos adversos à saúde e deve cumprir os requisitos finais de filtração estabelecidos pela norma técnica NBR 13698″.

Participe!

Quem tiver interesse pode ajudar como voluntário ou doar materiais para a produção das máscaras. “Estamos precisando de SMS, elástico, arame fino, entretela termocolante, cola de silicone para artesanato ou pistola de cola quente”, conta Caroline.

Jussara vem formando equipes e orientando a distância aqueles que desejam participar. “Vamos enviar kits com as doações em conjunto com o vídeo explicativo e o molde da máscara. Depois de prontas, as máscaras serão analisadas pelo Hospital para a conferência dos requisitos”.

A estilista conta que está recebendo mensagens de muitas pessoas que querem fazer parte do projeto. “Tem muita gente que quer costurar, assim como levar e buscar os materiais. Recebo ligações do Brasil todo, são voluntários de vários Estados pedindo informações. Fiquei impressionada com a dimensão que o projeto tomou”.

Caroline agradece pelo esforço e dedicação de todos. “Como profissional de saúde, vejo a ação como um gesto de solidariedade, de união das pessoas em prol de um bem maior. A gente percebe que as pessoas entenderam que se não tivermos saúde de nada adianta as outras coisas. É fundamental que todos tenham essa mesma consciência pois, se cada um fizer a sua parte com certeza vidas serão salvas”.

* Os interessados em participar e obter mais informações, podem entrar em contato com Caroline no (42) 99808 3991, ou com a Jussara no (42) 99978 5037.

Mobilização

A moradora da cidade de Jandaia do Sul (PR) Fernanda Patrícia Suguiama inspirada no projeto de produção de máscaras para o Hospital Universitário, resolveu levar a ideia para a sua cidade. “Eu acompanho a página da UEPG e me chamou muita atenção a participação de voluntários na fabricação de EPIs”, afirma.

“Eu busquei informações no site da instituição e repassei o vídeo com as orientações da Jussara aos profissionais de saúde da minha cidade. Sei que agora eles estão fazendo buscas pelos materiais, especialmente o tecido SMS, que está em falta na região. Eles já entraram em contato com lojas de tecidos para buscar doações” conta Fernanda.

Outras Universidades possuem iniciativas similares, como é o caso da UEL que também busca um modelo de máscara próprio, conforme proposta da enfermeira Danielly Negrão, professora do Curso de Enfermagem da UEL e da Professora Thassiana Miotto do curso de Design e Moda da UEL.


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