Os academicos de Enfermagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) realizaram, na última quinta e sexta-feira (24 e 25), a “Jornada Amarela”, evento dedicado a aprofundar as discussões sobre saúde mental e prevenção do suicídio. A iniciativa buscou preparar os futuros profissionais para identificar sinais de risco, quebrar paradigmas no atendimento de enfermagem e fortalecer a rede de apoio dentro da universidade.
A “Jornada Amarela” de 2026 teve como temática central: “Saúde Mental e sua Interação com as Esferas Interpessoais, Econômicas e Sociais”. Conforme explicam os graduandos do Centro Acadêmico de Enfermagem Sandra Bastos (CAESB), responsáveis pela organização do evento, a ação tem por objetivo combater o preconceito e quebrar o tabu em torno do suicídio e da depressão. “É de vital importância a conscientização dos colegas não só para fortalecer a rede de apoio, mas para nos capacitarmos como futuros profissionais de Enfermagem no cuidado de pessoas suscetíveis ao adoecimento mental”, esclarece Emanuela Graniski (19), acadêmica do segundo ano do curso e uma das responsáveis pela organização.
A ação ocorreu no Bloco E do Campus Uvaranas da UEPG e reuniu profissionais da área de Psicologia, que ministraram as palestras: “Prevenção do Suicídio: Bases para o Cuidado em Enfermagem”, com a Profª. Drª. Camila da Silva Eidam de Lima; “Finitude humana e sofrimento psicológico: uma análise comportamental da busca pela permanência”, com o Prof. Me. Osni Junior dos Santos; “Lágrimas na chuva: a dor que ninguém vê”, com o psicólogo Fabricio Della Rovere; e “Além do espelho: os significados psicológicos da insatisfação corporal”, com a psicóloga Taís Hoinaski Paris. Segundo a comissão organizadora, os palestrantes foram selecionados considerando suas experiências na área de saúde mental, pesquisas e atuação na prática clínica. Ao final de cada exposição, abriu-se espaço para perguntas e debates com os acadêmicos e comunidade presente.
Fabricio Della Rovere, psicólogo clínico que ministrou uma das palestras, ressalta que ações desse tipo no ambiente universitário são fundamentais, pois o público acadêmico, pela faixa etária, vive momentos de forte pressão e vulnerabilidade. Além disso, o campus funciona como um multiplicador de conhecimento. “Eu acho que é o momento perfeito e tenho certeza de que é da universidade, seja dos cursos de saúde ou de outros cursos, que vai sair a mudança que pode afetar de maneira prática a vida das pessoas”, destaca.
A “Jornada Amarela” é organizada anualmente pelos acadêmicos de Enfermagem da UEPG. Para as próximas edições, a meta é expandir ainda mais a integração com estudantes, professores e profissionais de outros cursos da instituição, como Medicina, Psicologia e Jornalismo.
Texto e fotos: Douglas Kahl















