Na manhã dessa sexta (05), um grupo de alunos do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) se reuniu presencialmente pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19. O motivo era nobre: plantar árvores nativas, para neutralizar a emissão de carbono da turma no ano de 2021.
Foram 45 mudas de capororoca (Myrsine coriacea), árvore nativa que chega a oito metros de altura e cresce de dois a quatro metros por ano, produzidas no Viveiro da UEPG. Com a orientação dos professores Rosimeri de Oliveira Fragoso (Biologia) e Carlos André Stuepp (Agronomia), de acadêmicos de Agronomia e técnicos do projeto de pesquisa, as árvores foram plantadas para contribuir com a restauração ecológica de uma área de preservação ambiental na Fazenda Escola Capão da Onça. A área próxima a uma nascente começou a ser recuperada em 2019, com o plantio de milhares de mudas, e passa por atualização, pesquisa e acompanhamento das plantas.
Na disciplina de Engenharia de Alimentos e Ambiente, ministrada pela professora Ana Barana aos acadêmicos do 4º ano de Engenharia de Alimentos, uma atividade propôs a reflexão: qual a pegada de carbono que cada um de nós deixa no mundo? Todos os dias, empresas e pessoas emitem dióxido de carbono, um gás poluente que é um dos responsáveis pelo efeito estufa e pelas mudanças climáticas da Terra. “Cada aluno calculou suas pegadas e também calculamos como conseguiríamos fazer a compensação desse carbono que colocamos na atmosfera”, conta a professora. Em média, cada aluno precisaria plantar duas árvores para conseguir neutralizar o carbono emitido em um ano.
A atividade aconteceu com a orientação da Diretoria de Gestão Ambiental (DGA), Fazenda Escola (Fescon) e Viveiro da UEPG. O diretor da DGA, João Paulo Dlugosz, conta que esse tipo de projeto ajuda a conscientizar a comunidade interna e externa sobre a importância dos aspectos ambientais na sociedade. “Como diretoria de gestão ambiental, estamos sempre fazendo esforços para apoiar projetos como este da professora Ana. A parceria com o Viveiro, mais uma vez, nos propicia o plantio sustentável e planejado, que foi realizado em área de projeto de pesquisa justamente pela quantidade de mudas necessitar de um bom espaço físico, o que seria de maior dificuldade no Campus Uvaranas”, explica.
“Além de ser importante para o planeta, acho que é bom a gente sair um pouco da Universidade”, comenta o acadêmico Alexandre Fonseca Faria. Além de plantar as árvores, os alunos puderam conhecer um pouco mais sobre as espécies nativas e sobre a área em restauração. “Achei interessante o contato com a natureza, com a Fazenda, que eu ainda não conhecia, além da questão de melhorar nossa cultura e criar esse hábito”.
A professora Ana reforçou a animação dos alunos com a possibilidade de neutralizar as emissões de carbono por um ano. “É uma sensação muito boa, de saber que estamos atuando para ajudar a melhorar a qualidade do meio ambiente, e ainda ajudando na recuperação de uma área degradada”, comemora.
Texto e fotos: Aline Jasper














