Com experiência no Nutead, Gilson Cruz relata sua adaptação ao ensino remoto

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Estar em frente a uma câmera e usar plataformas digitais não são novidades para Gilson Campos Ferreira da Cruz. Ele é professor de climatologia no Departamento de Geociências Universidade Estadual de Ponta Grossa e, mesmo com experiência na educação a distância, precisou se adaptar para organizar suas aulas remotas pelo Google Meet e Classroom.

Gilson coordena a Licenciatura em Geografia pelo Nutead e trabalha com Ead há anos, fato que tornou mais fácil, segundo ele, a adaptação ao trabalho remoto para os alunos do ensino presencial. “Preparo minhas aulas e me organizei em termos de equipamento e de conexão de internet. Nem sempre se tem uma conexão de alta qualidade, mas, dentro do possível, têm acontecido as aulas síncronas, principalmente”. Encerrada a transmissão, o professor edita as gravações e as disponibiliza para os alunos. “Tenho diversificado bastante a forma de fazer estas aulas síncronas e acredito que o resultado tem sido bom. As disciplinas que têm atividades práticas, como saídas de campo, vão ficar para o ano que vem”.

O colegiado de curso recomendou a realização de um terço das aulas na forma síncrona, mas ele optou por fazer mais que isso, faz 66% das aulas ao vivo. Gilson detalha que tem procurado manter sempre este tipo de aula e busca alternativas na metodologia, na forma de atuar, para tentar atingir ao máximo os alunos e obter o melhor resultado possível. “É uma situação que está posta. Nós não temos outra forma senão atuar com o ensino remoto”.

As aulas síncronas são pelo Meet. “Temos tido uma boa participação dos alunos, apesar de que ela reduziu um pouco do inicio até o momento, os alunos também tem suas dificuldades com relação ao ensino remoto e essa adaptação, a questão de equipamento, de internet. Então, é um processo intenso de adaptações de todas as partes, da parte da instituição, da parte dos professores, da parte dos alunos”. O professor relata que os colegas e ele não têm utilizado outras plataformas. “Eventualmente, gravo algumas vídeoaulas, tutoriais para os alunos, para que eles possam desenvolver algumas atividades relacionadas com as aulas que temos feito”.

Plataformas

O docente lembra que existem outras plataformas no ensino a distância, mas aponta que há vantagens e desvantagens em todas. “Penso que para o ensino remoto que é algo temporário, algo numa condição de excepcionalidade, tem funcionado e tenho procurado entender cada vez melhor essas ferramentas, essas plataformas para poder utilizar da melhor forma possível”.

Sobre o uso do Google Meet e do Classroom, “já conhecia, mas nunca tinha utilizado. Então, nas primeiras semanas foram semanas de intenso estudo e pesquisa”.  Ele conta que, aos poucos, descobriu funcionalidades, possibilidades, complementos possíveis e diferentes formas de utilização. “Tenho procurado fazer tanto no Meet quanto no Classroom. Tudo muito organizado para disponibilizar as aulas para os alunos, facilitando o entendimento e o acompanhamento da parte deles”. Devido a essa organização, o professor se diz muito tranquilo hoje.

 Desafios

“São muitos desafios, apesar de eu já ter uma larga experiência com ensino a distância, esse formato do ensino remoto em Home Office, traz novos desafios, de nos organizarmos de criarmos uma rotina, para darmos conta das atividades, eu ainda sou coordenador do curso de geografia a distância então isso também tem ocupado bastante do meu tempo”.

Gilson acredita que os desafios estão em avançar no uso das ferramentas, dos equipamentos, uma área que domina e utiliza há muito tempo. “Mas é preciso que nós estejamos nos atualizando sempre, é muito dinâmico todo esse processo, precisamos estar atento e melhorar sempre eu acho que esse é um processo contínuo”.

Família

Gilson acredita que o grande desafio está na organização do tempo, com as atividades diárias da casa, da família, do lazer. “Todo esse processo para que a gente consiga lidar melhor com essa sobrecarga e com toda essa situação do estar em isolamento ou em distância mesmo social”.

O ensino remoto ele gera uma sobrecarga que não há como dimensionar. “Mesmo eu me organizando em termos de tempo e tudo mais sinto que ainda terminados momentos acabo extrapolando, indo para horários que não são nossos horários normais de aula, então com certeza tem uma carga de trabalho muito maior do que seria com as atividades presenciais”.

O desafio de estar trabalhando e, ao mesmo tempo compartilhando esse tempo com a família e com outras atividades, é um aspecto complicado, segundo o professor. “A gente acabou pelo menos, nesses primeiros meses, semanas, a gente acabou ultrapassando e trabalhando muito mais do que está previsto trabalhar e do que a gente faz normalmente no presidencial”.

Sobre o professor

Gilson Campos Ferreira da Cruz é graduado em Geografia, Mestrado em Geografia e Doutorado em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP), trabalha com ensino à distância há muitos anos.

Texto: Luciane Navarro   Entrevista: Gabriella de Barros

 

 

 

 

 

 

 


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