UEPG é a primeira Universidade Estadual a ter dispositivo para acadêmicos com deficiência visual

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A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) é a primeira universidade estadual do Paraná a ter um dispositivo inteligente que auxilia acadêmicos com deficiência visual da instituição. Servidoras da Biblioteca Central (Bicen) e da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) participaram, na manhã desta terça-feira  (07), de uma orientação sobre o uso do equipamento. A oficina aconteceu na sede da Bicen, no Campus Uvaranas, e foi ministrada por Tatiana Chamecki Rigler, representante da empresa Mais Autonomia no Paraná.

O dispositivo descreve para o usuário os elementos visuais e textuais identificados, fica acoplado numa das hastes de um óculos e pode ser controlado através de gestos. Além de deficientes visuais, o equipamento também auxilia pessoas com dislexia, analfabetos, iletrados, entre outros.

Para a diretora da Bicen, Eunice Silva de Novais, a busca por um dispositivo similar começou anos atrás. “Trabalhando no Campus Central, eu pude acompanhar de perto o dia a dia de um estudante com cegueira total”, lembra. Aquele estudante se formou antes do dispositivo ser encontrado, mas a demanda pelo equipamento aumentou.

“Atualmente, são dois estudantes com cegueira total e quatro com visão parcial”, conta Gilmara Ventura, diretora de assistência estudantil da Prae. “Por enquanto, adquirimos apenas um dispositivo. A ideia é eventualmente adquirir um para cada estudante, conforme o uso se difundir”, continua Eunice.

A aquisição foi feita através de convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Agora, o dispositivo vai ficar na sede da Bicen e os estudantes poderão usá-lo mediante agendamento. “Dessa forma, a Biblioteca e a Universidade passam a ser para todos”, frisa a oficineira Tatiana Chamecki Rigler.

“A biblioteca é um lugar de mais circulação e, a primeiro momento, também fica mais fácil para ensinar os estudantes a manusear o equipamento”, adiciona Gilmara. “Eventualmente, podemos treinar tutores e eles poderão auxiliar os estudantes no uso do dispositivo. Isso é uma questão de permanência estudantil”, pontua. 

Texto e fotos: William Clarindo


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