Arroz e óleo lideram alta de preço dos alimentos

O Índice da Cesta Básica do Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (NEREPP-UEPG) concluiu que em agosto de 2020 o custo médio da cesta básica aumentou em 4,14% e passou a custar 610,17 reais. Dentre os produtos que tiveram o maior reajuste, estão o tomate, cujo preço subiu 48% e o alho, cujo valor caiu 38%. A pesquisa caracteriza o consumo básico de alimentação, higiene e limpeza de famílias residentes em Ponta Grossa com 3 membros em média e renda de 1 a 5 salários mínimos. 

A compra dos 33 produtos passou a custar R$610,17 na primeira semana do mês de setembro de 2020, e desses, 24 subiram, 8 caíram e 1 permaneceu constante. Dos cinco grupos que compõem a Cesta Básica, a alimentação em geral apresentou maior aumento (8,24%). A grande variação ocorreu devido a dois produtos, o arroz e o óleo, que possuem grande consumo pelas famílias em Ponta Grossa e tiveram elevações de preços consideradas relevantes e atípicas, de 30,33% e 40,77%, respectivamente.

Uma família com renda mensal de apenas um salário mínimo gastaria cerca de 58,39% de sua renda. Famílias que recebem dois, três, quatro e cinco salários mínimos despenderiam, respectivamente, 29,19%; 19,46%; 14,60%; e 11,68% de sua renda. A equipe de pesquisadores do NEREPP apresenta o índice da Cesta Básica de Ponta Grossa conforme os preços das compras realizadas por meio do serviço de delivery dos supermercados, tendo ainda, como base, a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2016.

Acompanhe as variações mensais dos grupos:

– Grupo Alimentação Geral: teve aumento de 8,24%, e dentro deste, o óleo foi o produto responsável pela maior variação positiva de 40,77% e sendo  feijão o item de maior variação negativa com 2,13%.

– Grupo Hortifrutigranjeiros: com um aumento de 7,34% e dentro deste grupo, o produto de maior variação positiva foi o tomate com 48,24%, e o alho com 38,27% de maior variação negativa.

– Grupo Carne: teve uma queda de 3,09% e dentro deste, a carne de frango apresentou a maior variação positiva de 4,35%, enquanto a carne bovina veio a apresentar a maior variação negativa de 5,68%.

– Grupo Higiene: com um aumento de 1,03% e dentro deste, o produto de maior variação positiva foi o sabonete com 12,50% e o produto de maior variação negativa foi o desodorante com queda de 2,58%.

– Grupo Limpeza: teve um aumento de 0,01% e dentro deste, o produto de maior variação positiva foi a esponja de aço com 13,84% e o produto de maior variação negativa foi o desinfetante com 5,75%.

 

Texto: Vanessa Hrenechen e William Clarindo / Foto: Aline Jasper