A equipe de pesquisa do Observatório de Tornados da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), após visita in loco e análise de dados, confirma a ocorrência do fenômeno no município de Reserva, distrito de Imbu, no Paraná.
De acordo com a coordenadora do grupo e professora do Departamento de Geociências da UEPG, Karin Linete Hornes, a equipe já observava as precipitações ocorridas no dia 28 de junho e foi possível verificar a existência de células propícias a tempestades severas. As informações que chegaram do local indicavam danos muito semelhantes a tornados.
“No local, com imagens de drone, foi possível visualizar o percurso total do estrago e a disposição caótica dos danos causados: era compatível com um tornado”, explica Karin. Segundo ela, era um “caminho da lágrima”, ou seja, espaços que realmente deixaram muito estrago.
“É importante destacar que nem sempre o tornado vai manter a mesma velocidade, houveram residências que ficaram totalmente destruídas no percurso e outras com estruturas até inferiores tiveram danos parciais. Isso se deve a variação da velocidade na dinâmica do percurso e da rotação do fenômeno. Um dos moradores acabou se machucando, a geladeira foi lançada pra fora da casa e o carro foi arrastado. Tudo isso causou muito pânico, com um som extremamente estarrecedor, algo que eles relataram que nunca tinham vivenciado”, afirma a pesquisadora.
Ela disse ainda que o grupo verificou durante a visita que o tornado chegou a apresentar danos compatíveis a categoria EF2 (Escala Fujita Melhorada) em determinadas áreas, onde a velocidade estimada ficou entre 178 a 217 km/hora.
A professora Karin relembra, ainda, que há anos o Observatório de Tornados destaca que o Paraná é a segunda área mais propícia do mundo para a ocorrência de tornados. “Mais uma vez, nosso grupo pôde confirmar mais esse fenômeno. Devemos ficar atentos porque ainda há previsão de tempo severo para os próximos dias”, finaliza.
Além da professora Karin, os alunos Rodrigo Gabre, Kauan Kubaski, Carlos Psibiovski também participaram da conferência.
Texto: Tierri Angeluci / Fotos: Observatório de Tornados UEPG







