Sipat-UEPG conscientiza equipes sobre saúde, segurança e qualidade de vida no trabalho

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Compromisso diário com a vida. Este foi o tema da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sipat-UEPG). De 10 a 14 de agosto, diversos servidores se reuniram em praticamente todos os espaços universitários contemplados, inclusive os Hospitais Universitários, para a discussão de assuntos relevantes acerca da saúde, segurança e qualidade de vida no trabalho.

A organização do evento ficou por conta da Diretoria de Qualidade de Vida no Trabalho da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (DQVT-Progesp) e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (Cipaa). Para o diretor da DQVT, professor Paulo Lemos, um dos objetivos do setor é justamente evitar doenças oriundas do próprio trabalho e melhorar o clima no ambiente profissional. “É uma preocupação constante da DQVT, não apenas em evitar acidentes, mas conscientizar os servidores da UEPG sobre saúde, bem estar e segurança no trabalho, demonstrando que existe uma cultura de segurança na Universidade”, explica.

Ele conta que a Sipat 2026 buscou trazer novos conhecimentos sobre as condutas e normas regulamentadoras de segurança no trabalho e comentado a assédios, além de abordar a saúde mental dos servidores. “A responsabilidade é da instituição e também do próprio servidor sobre segurança no trabalho, com o objetivo de evitar metas excessivas e o aumento de afastamentos por problemas de saúde mental, como ansiedade e estresse”, finaliza.

O presidente da Cipaa, Dirceu Klemba, destaca que a atuação da comissão tem compromisso diário com a vida e envolve todos os servidores: agentes, docentes, temporários, terceirizados, pessoas jurídicas e demais colaboradores. “O principal objetivo é promover a valorização do trabalho com segurança, a saúde e bem-estar dos servidores das instituições a qual esta CIPA representa, integrando atividades educativas e culturais voltadas à prevenção de acidentes de trabalho e à qualidade de vida, sensibilizando sobre a importância da saúde física, mental e emocional”, afirma.

Programação da Sipat 2026

Com uma ampla programação que passou pelos Campi Centro, Uvaranas e Oficinas, Hospital Universitário Geral, Hospital Universitário Materno-infantil (Humai), Ambulatório Universitário Amadeu Puppi e Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon), a Sipat é um evento anual obrigatório, obedecendo a Norma Regulamentadora (NR) 5 do Ministério do Trabalho. É o que explica o técnico em Segurança do Trabalho da UEPG, Sidnei Marques de Jesus. Segundo ele, o evento de 2026 aconteceu em um formato diferente dos anos anteriores, pois foi realizado de maneira descentralizada, o que facilitou a participação de muitos servidores. “Foram realizadas atividades bastante diversificadas, tais como palestras e treinamentos, principalmente sobre uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), ergonomia e primeiros socorros. Atividades interativas, com dinâmicas de grupo e peças de teatro e cuidados com a saúde, através de orientações voltadas à saúde mental, prevenção de doenças ocupacionais e hábitos de vida saudáveis”, destaca.

Outra novidade de 2026 foi uma palestra específica sobre segurança psicológica no trabalho, ministrada pela psicóloga da UEPG Islane Maiara Jesus de Queiros. “A inclusão da prevenção aos assédios na Cipa (transformando-a em Cipaa) foi um marco crucial na legislação trabalhista brasileira, formalizado pela Lei nº 14.457/2022”, afirma. Segundo ela, a necessidade de discutir o tema surge do fato de que diferenciar o poder das relações de trabalho do abuso de poder é fundamental para garantir um ambiente saudável e evitar injustiças, tanto para quem denuncia quanto para quem gesta.

“A psicologia é vital na segurança do trabalho porque ajuda a entender o comportamento humano, prevenir falhas operacionais e proteger a saúde mental, indo muito além do uso de equipamentos de proteção. Ela transforma a visão de segurança em um cuidado integral com o trabalhador, pois saúde mental e segurança psicológica promovem ambientes onde o trabalhador se sente seguro para relatar quase-acidentes e propor melhorias sem medo de punição, além de prevenir quadros como ansiedade, burnout e depressão”, finaliza.

Texto: Tierri Angeluci / Fotos: Aline Jasper, André Packer, Flávio Crispim, Larissa Godoy e Tierri Angeluci


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