Fazenda Escola da UEPG planta safra com agentes biológicos

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Maquinário moderno - plantio da safra

A Fazenda Escola Capão da Onça, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Fescon – UEPG), finaliza nesta semana o plantio de soja para a safra de Verão 2023. O diferencial desta cultura é o uso de componentes biológicos sustentáveis durante o semeio, dispensando tratamentos químicos. 

Dentre os componentes biológicos que são aplicados durante a semeadura estão, principalmente, duas bactérias: Azospirillum brasilense e Bradyrhizobium japonicum. O professor Orcial Ceolin Bortolotto, administrador da Fescon, comenta que esta combinação é usada pois o Bradyrhizobium é um fixador biológico de nitrogênio, e o Azospirillum proporciona incremento em até de 5 a 6% na produtividade do plantio da soja, conforme resultado demonstrado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A iniciativa de usar produtos sustentáveis é estratégica. “É algo de baixo custo e com resultados promissores. Este é  o primeiro ano da Fazenda Escola usando essas bactérias e esse equipamento. Antes era feito o tratamento de sementes, o que aumentava a taxa de mortalidade das bactérias e, consequentemente, sua eficiência no plantio”, explica Orcial.

Os componentes biológicos são depositados através de um aplicador de sulco responsável por abrir o solo e aplicar as sementes. O professor Orcial detalha que, para esta atividade, está sendo utilizado o Orion Grey Line G300. “É um equipamento de alto custo e alta performance, que além de auxiliar no plantio consegue fazer aplicações de produtos de origem biológica que colaboram no enraizamento e qualidade das plantas”. Ele ainda explica também que a aplicadora comporta em sua estrutura um volume de solução de água e biológicos e com uma mangueira acoplada na semeadora, enquanto a máquina abre os sulcos e aplica as sementes, vai despejando o composto.

Maquinário moderno ajuda no plantio

As expectativas para a colheita são de que, com o uso do aplicador do sulco e das bactérias, as culturas se desenvolvam melhor, trazendo plantas sadias e com mais vigor. O professor comenta que a safra anterior foi de 40 hectares de produção, sendo elas: 20 utilizados para grãos para  silagem e 20 de  grão com destino animal, para a parte de bovinocultura de leite, assim como suínos e ovinos. Dentro do espaço ocorre também o cultivo de pastagem, como por exemplo, a aruanda, que serve de alimento para  os bovinos criados no espaço.  Agora, ao finalizar o plantio de soja, inicia-se o plantio de feijão que havia sido adiado devido ao clima desfavorável do início do mês de novembro. 

O feijão cultivado pela Fescon constitui 15 hectares e é direcionado para as instituições ligadas à Universidade, como por exemplo o Hospital Universitário, o Restaurante Universitário (RU) da UEPG e também do Colégio Agrícola, assim como o leite produzido pelos bovinos (que são alimentados com a silagem) é direcionado para o curso de Engenharia de Alimentos a fins de estudo. 

Equipamento moderno é peça chave no plantio

 

 

Em relação ao tempo de colheita da Safra de Verão 2023, o professor Orcial comenta: “Ela varia em torno de 90 a 120 dias, dependendo do tipo de semente, do ciclo da planta e da finalidade. Por exemplo, o milho para silagem é colhido antes por conta da palatabilidade dos animais, mas as outras sementes podem vir a ser colhidas lá por fevereiro.” 

Após a colheita, os grãos são encaminhados de maneiras diferentes: “Nossa área de produção de grãos é transportada para Cooperativas onde fazemos o armazenamento e depois direcionamos para onde for necessário. Os grãos de silagem para animais, por exemplo,  ficam aqui na Fazenda Escola, pois seu uso é diário”. 

O aplicador de sulco responsável por abrir o solo e despejar as sementes que está sendo utilizado nesta safra, o Orion Grey Line G300, é um  equipamento cedido como empréstimo pela empresa parceira Orion.

Texto: Amanda Graziely Santos | Fotos: Cristina Gresele


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