Gestores avaliam trabalho na UEPG durante a pandemia

A UEPG não parou um só dia durante a pandemia. Esta frase retrata o trabalho de quem, desde 17 de março, quando calendário letivo presencial da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foi suspenso, tem trabalhado ainda mais intensamente nesse período. Enquanto os estudantes e os professores tinham suas últimas aulas presenciais de 2020, as pró-reitorias e órgãos administrativos se preparavam para uma quarentena que já dura mais de 5 meses.

O decreto 4230/2020 estabeleceu o teletrabalho para servidores do Estado do Paraná e o expediente presencial em escalas, para manutenção dos serviços essenciais. Na UEPG, o atendimento ao público foi suspenso e o campus Uvaranas fechado. Os setores administrativos passaram a adotar atividades em home office, realizado especialmente por pessoas do grupo de risco, mas houve quem continuasse em expediente presencial para que a Universidade continuasse a funcionar.

Proplan

“Na Pró-reitoria de Planejamento (Proplan), nós nos reunimos para planejar as atividades de forma remota, salvando os arquivos digitais e documentos que seriam necessários para desenvolver atividades em regime de home office”, explica a pró-reitora Andrea Tedesco. No dia 17, o Núcleo de Tecnologia de Informação (NTI) transferiu as ligações dos ramais para os celulares dos servidores responsáveis, abriu o sistema interno para os servidores de casa e providenciou o empréstimo de equipamentos para os funcionários que manifestaram a necessidade para a realização dos trabalhos.

Tedesco reforça que devido às características dos trabalhos desenvolvidos pela Proplan, a equipe manteve o mesmo ritmo de produção do regime presencial, com 8 horas de expediente diário. Na Proplan, apenas os diretores e a pró-reitora têm realizado trabalho presencial. “Mas a equipe se comunica o dia todo, por aplicativos e reuniões online. Para otimizar a nossa organização, nós fazemos relatório de atividades semanais por meio de planilha eletrônica de cada Diretoria, disponível na nuvem de dados da Proplan”, complementa Tedesco.

“As diretorias de Planejamento Físico e Institucional continuaram seus trabalhos com desenvolvendo e acompanhando licitações e obras, como a Maternidade do Hospital Universitário, o vestiário da Fazenda Escola e a revitalização do Portal do Campus Uvaranas, que já foi finalizada”, conta Tedesco. Servidores da Proplan também integram o Comitê Covid da UEPG, cuja tarefa é auxiliar outros setores a analisar dos Processos de Compras Emergenciais relacionados à Covid-19.

“Apesar de não haver aula presencial, as atividades da Prefeitura do Campus não podem ser descontinuadas”, diz o prefeito do Campus Eduardo Pereira. A Prefeitura do Campus (Precam) é responsável pelos serviços de manutenção predial e de infraestrutura dos campi da UEPG. “Todas as atividades continuam sendo executadas, e o serviço de limpeza ganhou importância ainda maior, pois está diretamente ligada as ações para evitar contágio pela Covid”, destaca Pereira. “Apesar de restrições em número de servidores no espaço de trabalho, a execução das obras em andamento demandam toda a equipe de engenharia e fiscalização, e a seção de vigilância não pode parar”, complementa.

Proad

O pró-reitor de Assuntos Administrativos, Ivo Mottin Demiate, lembra que desde o dia 16 de março a sua equipe está trabalhando com todas as medidas de segurança. “Nesse período, as atividades de todas as diretorias aumentaram por conta da quantidade de situações emergenciais e aquisições para o enfrentamento do Covid-19”. O único setor da Proad que teve uma diminuição de atividades foi a Coordenadoria de Logística. “As viagens técnicas e com a comunidade acadêmica foram suspensas, nós só continuamos com atendimentos para situações administrativas”, ressalta.

“A gente tem atendido demandas da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, algumas incursões foram feitas para transportar material didático e também cestas básicas, em alguns casos”, conta Demiate. “Tem sido um trabalho feito com a participação de todos os motoristas da escala de trabalho, os que não estão em grupos de risco”, assegura. Na Proad, cerca de 15 pessoas trabalham presencialmente com escalas alternativas. “Várias pessoas da nossa equipe trabalham de casa por se encaixarem em grupos de risco, com mais de 60 anos ou doenças crônicas”, completa.

Texto e fotos: William Clarindo  Foto do Portal: Aline Jasper