Conselho Universitário aprova regimento da TV Educativa da UEPG

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O Conselho da Universidade Estadual de Ponta Grossa (COU-UEPG) aprovou em reunião ordinária, nesta quinta-feira (30), a regulamentação da TV Educativa (TVE) como órgão suplementar da Reitoria. Na estrutura universitária, a emissora fica agora diretamente subordinada à vice-reitoria, com o objetivo de promover a educação, a cultura, a ciência e a cidadania através do audiovisual.

O regimento caracteriza a emissora como de caráter educativo, responsável pela produção, emissão e veiculação de programação televisiva, incluindo conteúdos jornalísticos, culturais e de entretenimento. É uma unidade estratégica para a comunicação universitária, com o objetivo de cooperar com as atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e cultura da UEPG, além da valorizar a produção acadêmica e científica. O documento assegura ainda a autonomia editorial da emissora, dentro da legislação e de sua finalidade pública. Ao mesmo tempo, proíbe conteúdos com fins comerciais ou político-partidários e a divulgação de ideias que incentivem preconceitos.

A estrutura passa a contar com três instâncias principais: o Conselho Diretor, presidido pelo vice-reitor e com representações do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Coordenadoria de Comunicação (CCom), docentes, estudantes e comunidade externa; o Comitê de Programação; e a Diretoria Geral, além das divisões Executiva; de Programação, Produção e Jornalismo; e de Operações e Suporte Técnico.

A partir da regulamentação, fica estabelecida a origem dos recursos da TVE, que poderão vir de dotação orçamentária da UEPG, serviços de radiodifusão pública, apoio cultural, publicidade institucional de órgãos públicos, publicidade legal, convênios e captação de recursos, conforme a legislação, com a ressalva de que nenhum apoiador poderá interferir na linha editorial, programação, conteúdo jornalístico ou decisões institucionais da emissora. Os recursos provenientes de apoio cultural devem ser destinados à manutenção, modernização, desenvolvimento e expansão das atividades da TVE-UEPG.

“A TV é mais um equipamento didático-pedagógico a serviço da comunidade com uma função social”, descreveu o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto. Durante a reunião, ele agradeceu às equipes que mantiveram a TVE funcionando desde sua migração para a Universidade, notadamente a CCom, NTI, Pró-reitoria de Administração (Proad), Prefeitura do Campus (Precam) e Núcleo de Tecnologia e Educação Aberta e a Distância (Nutead). “Façam um bom uso da TV, um bom uso didático, com os laboratórios e equipamentos novos”, desejou. “Que [o curso de Jornalismo] possa continuar formando cada vez jornalistas melhores, como a gente vem fazendo a cada ano”.

O diretor da TVE, Rafael Schonherr, destacou a regulamentação e a estruturação física da emissora como um dos legados da gestão de Miguel Sanches Neto à frente da Reitoria. “A construção desse processo permite agora à universidade ter uma TV Educativa que realmente está a serviço da cultura, da educação, de estender a produção de conhecimento”, relacionou. O professor comemorou a conquista de um grande laboratório aplicado ao curso de jornalismo. “Nos coloca como professores e conjunto do curso de jornalismo numa situação de reaprender, de desenvolver um tipo de tecnologia social, de aprendizado e de atualização dos nossos debates no curso da graduação, do mestrado e doutorado sobre políticas de comunicação”, indica. “Agora a gente tem um caso aplicado interno de política de comunicação que não está apenas passível de análise e crítica, pesquisa, como a gente é acostumado fazer, mas de uma crítica que se torne proposição, de como encaminhar um melhor desenho, uma melhor programação daqui em diante para uma TV Educativa. Estamos apenas no começo”. Ele colocou, ainda, a emissora à disposição da comunidade universitária para divulgar as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

“A TVE-UEPG atende a uma demanda da comunidade”, enfatizou o vice-reitor da UEPG, Ivo Mottin Demiate.  A incorporação da TV Educativa à UEPG começou a ser construída em 2022, quando a Universidade manifestou interesse em administrar a emissora, diante do apelo da comunidade universitária e da importância de manter um veículo de comunicação local, e foi efetivada em 2023. De 1998 a 2022, a TVE havia sido mantida pela Prefeitura Municipal, por meio da Fundação Educacional de Ponta Grossa (Funepo).

Desde então, a UEPG vem estruturando a emissora, com investimento de R$ 1 milhão, por meio do Fundo Paraná, da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), na aquisição de novos equipamentos para modernizar a transmissão, a produção e os estúdios. No período de transição, a Coordenadoria de Comunicação assumiu parte da produção de conteúdos, com programas como Meia Hora e Sextou, além de entradas ao vivo na TV Brasil e centenas de reportagens. Em 2024, a parceria firmada com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ampliou a atuação da emissora, que passou a transmitir conteúdos da TV Brasil no canal 14.1 e a integrar a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A outorga veio, por fim, em 2025.

“A UEPG sempre está sendo desafiada a assumir novos desafios”, reforça o professor Ivo. “Isso é muito bom, porque as pessoas enxergam na Universidade uma porta de salvação dos seus projetos e e de possibilidade que eles sejam feitos”. Segundo o vice-reitor, a incorporação da TVE reforça esse papel da Universidade como instituição aberta às demandas da sociedade e capaz de transformar necessidades coletivas em projetos concretos, ampliando sua atuação para além dos espaços acadêmicos.

Texto e fotos: Aline Jasper


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