Hospital Universitário promove atividades de valorização e acolhimento de mulheres

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Nesta terça-feira (08), as servidoras do Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) foram homenageadas pelo Dia Internacional da Mulher. A ação envolveu atividades nos dois Hospitais da instituição, com programação durante todo o dia.

Profissionais da saúde, área administrativa e de apoio puderam tirar fotos em um mural temático e receberam lembranças. Pela manhã, o projeto de extensão do curso de Música da UEPG se apresentou no hall do Hospital. O Hospital Materno-Infantil veiculou um vídeo reflexivo sobre a realidade social da mulher. Pacientes também receberam cartões sobre o 08 de março. Patrícia Machado dos Santos trabalha no setor de compras do HU e prestigiou as ações realizadas na parte da manhã. Segundo ela, as atividades motivaram a equipe. “Foi de uma grande importância para nós, porque vimos um carinho e valorização pelo nosso trabalho. São ações como essa que nos deixam felizes e motivadas”.

O professor do Departamento de Artes e coordenador do grupo, Egon Eduardo Sebben, explica que o projeto busca levar música feita pelos alunos da UEPG para a comunidade. “Formamos esse grupo e atendemos conforme a demanda. Nos apresentamos em banda, mas também voz e violão”. A banda retorna às atividades juntamente com a volta das aulas presenciais da UEPG. “A classe artística e musical sofreu bastante com a pandemia e agora, com esse retorno, esperamos que a nossa agenda de atividades cresça e que possamos levar mais música para a comunidade”.

Homenagem

Comemorar o 08 de março é sinônimo de lembrar das mulheres que lutaram por direitos políticos, civis, econômicos e igualdade, forme ressalta a diretora administrativa, Eliane Rauski. “Lutemos também para as que virão depois de nós tenham motivo para se orgulhar”. Eliane adiciona que os Hospitais da UEPG reconhecem o trabalho das servidoras que ajudam a construir a  assistência de qualidade. “Temos muitas ações e projetos que priorizam o cuidado físico, mental e emocional das mulheres que aqui trabalham”.

“Nós passamos por uma época bastante importante aqui nos últimos anos e essa equipe de mulheres, junto com os demais profissionais, fizeram com que tivéssemos a melhor assistência em saúde dos Campos Gerais para os nossos pacientes”, destaca o diretor geral do HU, Sinvaldo Baglie. Para ele, as homenagens pelo 08 de março são essenciais, “pois a valorização não acontece apenas em um momento pontual, mas sim com ações constantes de empoderamento”. O diretor ressaltou a importância da colaboração das mulheres para manter o bom funcionamento do Hospital. “Desejamos que elas se sintam acolhidas nos Hospitais da UEPG, os quais amam o trabalho desempenhado por todas”.

Acolhimento 

As mulheres pacientes também podem contar com o HU-UEPG como um ponto de escuta qualificada. A assistente social Kelly Crivoi atua diretamente no atendimento de mulheres em situação de violência. “Nós fazemos acolhimento desde o momento que ela chega até nós, identificamos as vulnerabilidades e estendemos esse cuidado até o momento da alta”. Após o primeiro atendimento, a equipe entra em contato com redes de apoio externas, como grupos de extensão da UEPG, Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e Patrulha Maria da penha. O atendimento dos profissionais que acolhem pacientes em situação violência segue preceitos de humanização, como informa Kelly. “O HU trabalha sempre pensando no empoderamento das mulheres, para que elas possam ser protagonistas da sua própria história, esse é o nosso objetivo”.

Além do acolhimento com a comunidade externa, o HU realiza uma ação continuada de prevenção e combate ao assédio dentro dos Hospitais. Denominada ‘Assédios Plurais’, a iniciativa busca combater situações de assédio na instituição e melhorar o clima de trabalho entre os servidores. A instituição dispõe de um canal de comunicação para denúncias e um setor que apura situações específicas. “Acreditamos que essa iniciativa vem ao encontro de uma necessidade global de combate à violências que atingem, principalmente, as mulheres”, salienta a chefe da divisão de Serviço Social, Inês Chuy Lopes. “É um trabalho voltado para as mulheres, para que todos repensem suas atitudes e falas, fazendo com que as servidoras se sintam livres para serem quem são, sem qualquer tipo de recriminação”.

Texto: Jéssica Natal | Fotos: Luciane Navarro, Jéssica Natal e Maurício Bollete


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