Aproximação, cooperação e gestão administrativa e acadêmica. Assim podemos resumir o primeiro Fórum Integra Gestão Acadêmica (Figa), realizado na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), nos dias 21 e 22 de outubro, no auditório do Campus Oficinas. O I Figa foi uma oportunidade de reunir todas as instituições públicas estaduais de ensino superior para aproximar docentes e e agentes universitários que compartilham responsabilidades, conhecimentos e desafios relacionados ao funcionamento da graduação.
“Evento importante para a realidade do Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná. Com o fortalecimento da Apiesp, criou-se um comprometimento entre as sete universidades estaduais para que se ajudem e criem mecanismos que sejam de interesse comum. Esse compartilhamento de melhores práticas garante um avanço rápido na gestão das graduações com mais facilidade, agilidade e modernização da gestão do ensino”, destaca o reitor da UEPG, professor Ivo Motin Demiate, que participou da cerimônia de abertura do evento.
Nesta primeira edição, houve a participação de 100% das sete universidades estaduais do Paraná, com a presença de cinco dos sete pró-reitores de Graduação: professores Miguel Archanjo de Freitas, da UEPG; Antonio Marcos Dorigão, da Unespar; Aparecida Darc de Souza, da Unioeste; Juliana Telles Faria Suzuki, da UENP e Karina Worm Beckmann, da Unicentro. Também participaram a diretora de Ensino Superior da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), professora Maria Aparecida Crissi Knuppel, além de representantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), dos campi de Ponta Grossa e Curitiba, e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
“O Fórum surgiu de uma relação estabelecida com as outras universidades a partir dos encontros que nós fazemos dos pró-reitores de graduação e que nós relatamos a forma de resolução de problemas, seja de matrículas ou operacionais do cotidiano”, explica Miguel Archanjo. Segundo ele, foi possível perceber que o sistema utilizado pela UEPG era mais robusto do que outras instituições e, por conta disso, as outras universidades visitavam Ponta Grossa para conhecer os procedimentos adotados aqui. “A partir disso, com o intuito de termos um sistema estadual forte, surgiu a ideia de reunirmos os colaboradores e realizar o evento”, completa.
O pró-reitor de Graduação da UEPG parabenizou toda a equipe de colaboradores da Prograd, já que o evento foi organizado por eles e para eles. “Contamos com a participação de funcionários e gestores da Seti que por muitas vezes são quem solicita as informações para as universidades. Enfim, foi um momento de troca e acho que todos saíram fortalecidos para esse novo ciclo”, finaliza Miguel Archanjo.
“O aspecto mais significativo foi perceber que nossas universidades já produzem soluções de grande qualidade, que podem ser compartilhadas, adaptadas e aperfeiçoadas em rede. Esse movimento fortalece a cooperação institucional, evita a duplicação de esforços e contribui para a construção de uma inteligência institucional coletiva, respeitando a autonomia e as especificidades de cada universidade”, destaca a diretora de Ensino da Seti, professora Maria Aparecida. Ela reforça ainda os exemplos de soluções apresentadas, como a realização de chamadas unificadas de estudantes; plataformas integradas de gestão acadêmica, calendários institucionais digitais, sistemas de acompanhamento da aprendizagem e experiências de construção e gestão integrada de projetos pedagógicos de cursos.
Segundo a professora Maria Aparecida, o I Figa demonstrou a força do sistema estadual de ensino superior e a capacidade de inovação das universidades paranaenses. “Temos experiências muito qualificadas, desenvolvidas por equipes comprometidas com a educação pública, que precisam ganhar visibilidade e encontrar espaços permanentes de cooperação”, finaliza.
Um dos responsáveis pela organização do evento foi o Anderson Santos Costa, da Diretoria Acadêmica da Prograd-UEPG. Ele disse que contou com o apoio da Uenp e da Unioeste para essa primeira edição do Fórum. “Desde o início, entendemos que o propósito não seria comparar instituições nem estabelecer modelos únicos de gestão, mas conhecer diferentes experiências, respeitar as particularidades de cada universidade e identificar possibilidades de aprendizagem e construção conjunta”, garante.
Um dos principais modelos apresentados para as outras instituições, que começou na UEPG, foi o sistema de chamada única online. “Durante anos, as chamadas presenciais e fragmentadas para ingresso na Universidade se prolongavam por até três meses, fazendo com que muitos estudantes iniciassem sua trajetória acadêmica após o começo das aulas”, afirma. Segundo Anderson, esse modelo, implementado em 2020, permitiu que todos os candidatos, independentemente da classificação, encaminhassem seus documentos no mesmo prazo, de qualquer lugar com acesso à internet, acompanhando em tempo real a situação de sua candidatura. “A análise documental e a efetivação das matrículas permaneceram vinculadas aos critérios de cada modalidade de concorrência, ao número de vagas e à ordem de classificação”, explica. Porém, segundo ele, essa transformação ajudou a UEPG a preencher praticamente a totalidade das vagas antes do primeiro dia letivo, superando um desafio histórico da instituição.
“O maior resultado do I Figa não está apenas no que foi apresentado ou discutido, mas na construção de vínculos e compromissos que permitem às universidades continuar aprendendo umas com as outras”, garante o diretor Acadêmico da Prograd-UEPG. Para ele, o Fórum foi encerrado com satisfação e gratidão às instituições participantes, às autoridades presentes, à comissão organizadora e aos agentes públicos que compartilharam suas experiências e contribuíram para as discussões. “O encontro evidenciou a riqueza de conhecimentos existente nas equipes de gestão acadêmica e as possibilidades que surgem quando esses conhecimentos são colocados em diálogo”, finaliza.
Texto e foto: Tierri Angeluci




































