Do laboratório ao foguete: curso de Física da UEPG oferece um mundo de possibilidades a alunos

Compartilhe

O desenvolvimento da humanidade está ligado a eles. No Dia Nacional do Físico, comemorado nesta quinta-feira (19), professores de Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) mostram as potencialidades científicas que o curso oferece aos alunos. Os docentes enfatizam – a profissão do físico é elementar, desde o laboratório, até na elaboração de foguetes.

A profissão de física

Segundo o professor Luiz Fernando Pires, físicos atuam na fronteira do conhecimento, para resolução de problemas em diferentes áreas de conhecimento. “O mais interessante na profissão do físico é que o profissional formado  tem um conhecimento básico sólido, o que possibilita que ele possa trabalhar em diferentes áreas”. Mas as horas de empenho e estudos não escondem a humanidade. “As pessoas acham que para ser físico tem que ser nerd ou um gênio, mas na verdade os físicos são pessoas normais, que vão ao supermercado, alguns torcem para times de futebol, praticam esportes, gostam de música e de viajar”, afirma.

Descrever a física em poucas palavras é um desafio para o professor Marcelo Emílio. “O avanço científico na física revolucionou na sociedade e o modo que entendemos a natureza”, relata. Apenas para citar poucos exemplos, Marcelo conta que, graças à física, temos métodos de diagnóstico usados na medicina, como raios-x, ultrassom e tomografia. “Também colaboramos na construção de foguetes e satélites. O modo como nossa sociedade está organizada atualmente é devido as descobertas feitas pelos físicos”.

Graças aos físicos, grandes teorias, como a mecânica quântica, o modelo padrão de partículas, o eletromagnetismo e a relatividade geral tornaram possível compreender a natureza de um modo mais profundo. Para Emílio, não há nenhum tipo de confusão em relação a profissão de físico. “Talvez, a ficção tenha retratado em vários livros e filmes a imagem de que o cientista seja excêntrico, mas na realidade somos pessoas comuns”.

A origem da Física remonta tempos da Grécia Antiga, quando estudiosos se dedicaram a entender os princípios relacionados com os fenômenos naturais. Segundo o professor Franciso Serbena, o físico é o profissional dedicado a pesquisar, divulgar e ensinar  áreas da Física, que podem ser divididas em duas – física teórica e física experimental. “Os resultados práticos da pesquisa em física são inúmeros. Podemos citar, entre várias, o rádio, o laser, os semicondutores e a nanotecnologia”, informa. 

O curso de física

Mesmo com tanta contribuição para a humanidade, o glamour da profissão não é tão presente. Luiz Fernando frisa que o curso de Física da UEPG, tanto licenciatura quanto bacharelado, exige bastante empenho do futuro profissional. “No mínimo, qualquer pessoa interessada na área precisa gostar de saber como a natureza funciona”, destaca.  Os currículos de ambos os cursos possibilitam atuação no mercado financeiro, indústria do petróleo, ciência do solo, laboratórios de alta tecnologia e medicina, por exemplo.

O Departamento de Física da UEPG foi criado em 1987 e, atualmente, é constituído por 34 professores, a maioria doutores. O curso também desenvolve pesquisas de alto nível, com projetos de iniciação científica, além dos cursos de mestrado e doutorado. “Vários egressos atuam em diferentes setores no país e no exterior, em Universidades de destaque, além laboratórios de ponta”, explica Marcelo Emílio. E quem quer cursar física? O professor adianta: “os profissionais que trabalham no curso têm uma formação sólida na área e um comprometimento visto em poucos lugares. Por isso, vale a pena vir conosco e fazer descobertas, para inspirar novos cientistas”, completa.

 Texto: Jéssica Natal | Fotos: Cristina Gresele, Fabio Ansolin e Jéssica Natal


Compartilhe

 

Skip to content