Cesta básica representa 64% do salário mínimo este mês, aponta pesquisa da UEPG

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O preço da batata aumentou em 42,51% e a cebola ficou 10,98% mais barata, conforme observou o Índice da Cesta Básica (ICB), calculado mensalmente pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Nerepp-UEPG). Os valores são referentes a uma comparação entre a primeira semana de março e a de abril. Nesse período, a cesta básica aumentou em 1,23% e passou a custar R$671,84, representando 64,29% do salário mínimo. 

A pesquisa caracteriza o consumo básico de alimentação, higiene e limpeza de famílias com 3 membros em média. Dos 33 produtos que compõem a cesta básica, o preço de 22 subiram, 09 caíram e 02 permaneceram constantes. O produto que ficou mais caro foi a batata (+42,51%) e a maior queda no custo foi da cebola (-10,98%). O grupo que teve maior aumento em seus valores foi “Alimentação Geral”, com 2,19%, e a maior queda de preço foi no grupo “Carne”, com 2,08% de redução.

Uma família com renda mensal de um salário mínimo gastaria 64,29% do orçamento com a compra da cesta básica. Famílias de dois, três, quatro e cinco salários mínimos gastariam, respectivamente, 32,15%; 21,43%; 16,07%; e 12,86% da sua renda. O Índice Cesta Básica (ICB) utiliza informações do sistema delivery, entrega domiciliar, dos supermercados ponta-grossenses. O índice não deve ser confundido com um aferidor de inflação.

Nos grupos

O maior aumento de preço foi registrado no grupo “Alimentação Geral”, com uma alta de 2,19%. Enquanto o óleo ficou mais caro (+7,27%), o arroz ficou mais barato (5,43%). O grupo “Hortifrutigranjeiros” teve um aumento geral de 2,18%. Dentre os produtos, o preço da batata subiu 42,51% e o custo da cebola caiu 10,98%.

No grupo “Limpeza”, a esponja de aço ficou 7,10% mais cara e o detergente ficou 4,33% mais barato. No total, o preço do grupo aumentou em 1,95%. Já o preço do grupo “Higiene” aumentou em 1,77%. O papel higiênico teve o maior aumento (+3,45%) e o xampu teve a maior queda (-2,75%). O grupo “Carne” registrou a maior queda em preços do mês, com 2,08%. A carne de frango ficou 3,45% mais cara e a carne bovina ficou 4,06% mais barata.

Texto: William Clarindo | Foto: Gilson Abreu/AEN

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