Plantio de café na Fazenda Escola representa oportunidade de aprendizado e pesquisa

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Os acadêmicos e pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) contam com uma nova vivência prática na Fazenda Escola Capão da Onça com o plantio de café. O projeto teve início em setembro de 2026, através de uma doação de agricultores do Norte Pioneiro do Paraná, e concretizado pela equipe da unidade e o curso de Agronomia. 

A professora Aline Vanessa Sauer coordenou o projeto e acredita que a inserção dessa nova cultura é uma oportunidade de aprendizado para os alunos, já que o cultivo é pouco presente nos Campos Gerais. “O projeto possibilita que os estudantes conheçam uma nova realidade agrícola, acompanhem o desenvolvimento da cultura na prática e ampliem seus conhecimentos sobre diferentes possibilidades de produção, manejo e adaptação de culturas à nossa região”, afirma a professora.

O plantio não está vinculado, inicialmente, a uma disciplina específica ou a um projeto de extensão, mas surgiu da iniciativa de ampliar e diversificar as culturas já estabelecidas na Fazenda Escola. “É importante que os acadêmicos conheçam a cultura no campo. Quando trazemos culturas que são atípicas na região, o foco não é a produção, mas permitir que os acadêmicos vejam e entendam os desafios: a nutrição, as doenças, pragas e a parte de manejo” explica o diretor da Fescon, professor Orcial Bortolotto. Ele reforça a iniciativa como método de enriquecimento para a formação dos alunos. 

A iniciativa também busca fortalecer as atividades da área de Fitopatologia e criar oportunidades para estudos relacionados à ocorrência, identificação, monitoramento e manejo de doenças que afetam a cultura do cafeeiro nas condições de solo e clima da região. “O objetivo é transformar o cultivo em um ambiente de aprendizado e produção de conhecimento, incentivar a integração entre diferentes áreas, a formação acadêmica e o desenvolvimento de pesquisas científicas. Além disso, será possível promover a integração entre estudantes e pesquisadores de diferentes níveis de formação acadêmica, desde a graduação até a pós-graduação, incluindo mestrandos e doutorandos”, completa a professora Aline.

O aluno do último ano de Agronomia e estagiário na Fescon, Matheus Marochi Ferreira Pinto, trabalhou pela primeira vez com o café nessa oportunidade. “Primeiro, fizemos um estudo para entender como deveria ser feita a implantação correta, a adubação, os cuidados no manejo para que ela sobrevivesse bem, mesmo não sendo uma cultura adaptada”, conta. Ele foi responsável por realizar o manejo, como aplicação de protetor solar e plantio. “É uma boa para o curso de Agronomia, porque temos o teórico dessas culturas, mas não conseguimos ver elas nas práticas. Com a implantação da cultura aqui na Fazenda Escola, isso fica mais próximo da gente”, conclui Matheus.

Texto e fotos: André Packer


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