Alunos realizam diversas ações em Trote Solidário

Os calouros e calouras da UEPG encerraram hoje as atividades do Trote Solidário com a entrega dos alimentos, materiais de higiene e limpeza arrecadados durante a semana. Os alunos distribuíram os itens no Instituto João XXIII, na Associação Ministério Melhor Viver e na Associação Reviver.

Will destaca a importância do trote solidário, tanto para a comunidade em geral, quanto para os calouros que iniciam a vida acadêmica. “A semana foi bastante proveitosa, conseguimos acolher e integrar os calouros de maneira que todos aproveitassem a sua primeira semana. No âmbito social, conseguimos mostrar uma nova realidade aos novos alunos e auxiliar a Universidade, revitalizando um dos blocos, além de ajudar instituições carentes com mais de 3500 produtos alimentícios, escolares, de higiene e limpeza.”. Aponta Will Robson Ramalho Azambuja, um dos principais estudantes envolvidos na organização das atividades.

Para o calouro André Lucas de Andrade do curso de Engenharia de materiais, a programação contribuiu para o desenvolvimento dos alunos. “Gostei muito dessa iniciativa em conjunto para ajudar as instituições. O trabalho em grupo também nos ensina a conviver e interagir melhor com outras pessoas”, afirma. Participaram do Trote Solidário, os acadêmicos do Setor de Ciências Agrárias e Tecnologias da UEPG, a partir dos cursos de Engenharia da Computação, Engenharia de Alimentos, Engenharia Civil, Engenharia de Software, Engenharia de Materiais, Agronomia e Zootecnia.

A ação é organizada pela Atlética Los Bravos, Atlética Sumatras, Centro Acadêmico de Engenharia de Materiais, Centro Acadêmico de Engenharia de Software, PET Alimentos, Centro Acadêmico de Engenharia de Computação, Centro Acadêmico Valfrido Antônio Martins, Centro Acadêmico Professor Américo Conrado Meinicke, com o apoio do Setor de Ciências Agrárias e Tecnologias e da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis.

Revitalização da Universidade

As paredes do bloco E ficaram mais bonitas e alegres com a pintura feita pelos calouros. A revitalização faz parte do Trote Solidário, conforme explica a professora e arquiteta Nisiane Madalozzo. “Eu dou aula de representação gráfica, com foco em desenho. Na minha disciplina, todo ano os acadêmicos propõem um projeto que eles gostariam de colocar em prática. Esse ano, os organizadores do Trote Solidário nos procuraram para desenvolver uma ação dentro da Universidade e nós sugerimos a pintura do Bloco E”.

Segundo a docente, uma comissão formada por professores orientou os alunos, com o objetivo de mostrar que a atividade exigia planejamento, organização e comprometimento. “Eles foram extremamente organizados, ciaram o projeto do desenho que iria na parede, o quantitativo de material necessário e elaboraram um ofício formalizando o pedido para a Propoan. Eles realmente se dedicaram ao trabalho com os materiais que a Precan doou”.

Na quinta-feira, a turma repassou o desenho que iria na parede e a professora Nisiane explicou qual seria a técnica utilizada. “Com a ação, os acadêmicos aprenderam a coordenar um grupo grande de pessoas e como funciona a formalização de projetos dentro da Universidade, além de todos os processos para a revitalização do local”, conta Nisiane.

Fescon

Nesta quinta e sexta-feira, os calouros dos cursos de zootecnia e agronomia visitaram a Fazenda Escola Capão da Onça. Durante a atividade, que também faz parte do Trote Solidário, os alunos passaram pela suinocultura, leiteria e área dos ovinos.

A ação envolveu a produção de uma horta pelos alunos de agronomia que devem cuidar do espaço ao longo do ano. Segundo a administradora da Fazenda Escola, Maria Marta Loddi, é importante que os acadêmicos tenham esse primeiro contato com os animais, principalmente, para saber como é a rotina de uma criação.

“Alguns são filhos de produtores e por isso já estão acostumados com essa rotina, mas há outros que não conhecem as atividades que são desenvolvidas no campo. Então, é importante que eles vejam como é realizado o trato e cuidado com os animais, o tipo e a quantidade de alimentos que recebem e como é a vivência em uma fazenda”, finaliza Maria Marta.

Texto: Vanessa Hrenechen