A primeira semana de outubro foi de pura matemática na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Entre os dias 5 e 9, aconteceu a 9ª edição do Simpósio Integrado de Matemática (Sigmat), evento organizado por acadêmicos e docentes que busca integrar estudantes, professores e pesquisadores, promovendo a troca de conhecimento e de experiências nas áreas da matemática e do seu ensino.
O Sigmat deste ano proporcionou uma diversidade de atividades, oferecendo palestras, apresentações de trabalhos por meio de comunicações orais, exposição matemática e minicursos. Além disso, houve a 7ª edição do Torneio de Derivadas, competição que já é tradição no simpósio. Ao todo, foram 113 inscrições vindas de diferentes níveis de formação. Segundo Marcos Teixeira Alves, professor e coordenador do curso de licenciatura em Matemática e do Lema, projeto de extensão que promove o evento, o número de inscritos e de participações superou as expectativas. “É um número bem expressivo e os alunos estão participando ativamente. No primeiro dia já tivemos a palestra de abertura, depois no segundo dia a exposição e a primeira parte do torneio de derivadas. Em geral, temos em torno de 70 a 80 pessoas. É um número muito bom, considerando que estamos nas ciências exatas, na matemática”, destaca Marcos.
Outro objetivo do Sigmat foi promover a interação da academia com a comunidade. Ainda conforme Marcos, o evento se preocupa em trazer professores de outras áreas, acadêmicos de outras instituições e alunos das escolas, para conhecerem e também participarem das atividades, como as apresentações de trabalhos e o Torneio de Derivadas. “As comunicações orais, por exemplo, são um espaço aberto para apresentarem ações que às vezes ficam mais discretas na escola. A nossa proposta é divulgar para que seja do conhecimento tanto dos nossos acadêmicos quanto de toda a comunidade, principalmente a escolar”, completa.
A participação contou com estudantes tanto da licenciatura quanto do bacharelado, reunindo professores e alunos da graduação e da pós-graduação. Para a coordenadora desta 9ª edição, a professora Sheila Baleschinski Biehl, essa integração entre saberes é fundamental e reflete justamente o objetivo do evento: promover, por meio das atividades, esse contato entre os participantes, fomentando o aprendizado. “Porque às vezes eles ficam só ali restritos, por exemplo, na pesquisa e não se envolvem muito com a extensão, ou aqueles às vezes que são só da extensão não conhecem muito a parte de pesquisa, e eles vão se envolvendo e conhecendo as outras áreas”, esclarece Sheila.


Ao longo da semana, as atividades também cumpriram o papel de desmistificar a disciplina para quem está começando, como alunos do ensino médio e calouros. Peterson Luís, estudante do segundo ano de licenciatura e membro da comissão organizadora do evento, destaca como a iniciativa transforma a percepção dos estudantes. “Com as comunicações orais e as exposições, os alunos que estão entrando, e que geralmente vêm com aquela sensação de que a matemática vai ser difícil, complicada e complexa, passam a ter outra visão. Através do simpósio, levamos uma visão de uma matemática mais leve e mais fácil de entender”, completa.
O último dia do Sigmat de 2026 contou com uma palestra do professor Danilo Augusto Ferreira de Jesus, do Instituto Federal do Paraná (IFPR), que dialogou com os presentes sobre a formação de professores e as estratégias pedagógicas para o ensino da matemática. Além disso, o encerramento foi marcado pelas premiações dos participantes do Torneio de Derivadas, das comunicações orais e da exposição matemática, que tiveram seus trabalhos avaliados pelos professores do Departamento de Matemática.
A expectativa agora está em 2027, ano em que acontece a 10ª edição do Sigmat. Segundo os organizadores, será uma edição ainda maior para comemorar os 10 anos do simpósio. Para o próximo encontro, o objetivo é integrar ainda mais a comunidade, com a participação de todos os que se interessam pelas ciências exatas. Ainda de acordo com a professora Sheila, o evento é fundamental para incentivar, promover a curiosidade e, acima de tudo, inspirar acadêmicos e não acadêmicos a estudarem e pesquisarem na Matemática. “Se eles saírem daqui com uma sementinha plantada assim no coração, uma vontade de aprender algo a mais, de se especializar em alguma coisa (…) qualquer coisa nesse sentido já é um prêmio para nós”, enfatiza.
Texto: Douglas Kahl / Fotos: Douglas Kahl, João Pizani e Tierri Angeluci





































































