O Ambulatório de Saúde Integrativa da Universidade Estadual de Ponta Grossa (ASI-UEPG) participou, na noite desta segunda feira (19), da audiência pública ‘Setembro Amarelo, um movimento pela via e saúde integral’, na Câmara de Vereadores Municipal. O evento discutiu a implantação de práticas integrativas complementares (PICs) na saúde de Ponta Grossa. Além do ASI, participaram equipes do Hospital Universitário (HU-UEPG), Núcleo de Estudos e Pesquisa em Saúde Pública (Nesp) e agentes da saúde e educação do Paraná.
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares foi oficializada no Brasil em 2006, com o objetivo de promover tratamentos em saúde alternativos baseados em evidência. As práticas são defendidas, também, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Debatemos que o Paraná é um dos Estados que menos adere a essas práticas, mesmo trazendo muitos benefícios intensos para a população, no campo da saúde mental e física”, informa a coordenadora do ASI, Milene Zanoni.
O encontro proporcionou conversa com profissionais da saúde e pessoas que realizam práticas complementares. “Muitos colocaram o ASI como um espaço que tem reflexões e ações de práticas integrativas, foi valorizado muito a entrada da Universidade para pensar política pública na região dos Campos Gerais”, diz Milene. O ASI atua nas PICs especialmente com Medicina Tradicional Chinesa, nas áreas de acupuntura e auriculoterapia. “Precisamos falar sobre benefícios que as práticas integrativas podem trazer na depressão, ansiedade, síndrome de burnout, estresse pós-traumático e sequelas pós-covid, porque elas humanizam o cuidado, veem o ser humano como um todo”, salienta.
Milene comemora o fato de que o debate incentivou o poder público a trabalhar para implantação das PICs nos municípios da região. “Seremos os primeiros do Paraná a seguir essa política, melhorando o cenário da saúde e sensibilizando os gestores sobre tratamentos de saúde”, completa.
Texto: Jéssica Natal | Fotos: Maurício Bollete

