Odontologia-UEPG realiza capacitação para profissionais do Paraná e Amapá, em parceria com o Ministério da Saúde

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Sempre na vanguarda, o curso de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foi selecionado pelo Ministério da Saúde para promover uma série de capacitações para profissionais do Paraná e do Amapá sobre a implantação do fluxo digital na confecção de próteses dentárias no Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira etapa desse processo aconteceu entre os dias 5 e 9 de outubro com profissionais de Ponta Grossa.

De acordo com a professora de Odontologia responsável pela organização do evento, Vanessa Migliorini Urban, a capacitação inclui 40 horas de atividades práticas, troca de experiências e um envolvimento muito grande dos profissionais. “O objetivo foi justamente aproximar o fluxo digital da realidade dos serviços públicos de saúde e capacitá-los para utilizar esta tecnologia de forma segura e aplicável à rotina clínica”, destaca.

Ela disse ainda que esse projeto nacional permite integrar ensino, pesquisa, extensão e serviço, utilizando o fluxo digital para buscar maior qualidade e eficiência na confecção de próteses dentárias e dispositivos oclusais. “Para a UEPG, é muito significativo participar dessa rede com outras 15 universidades públicas e perceber a dimensão que um projeto desenvolvido dentro da Universidade pode alcançar, contribuindo diretamente para a implementação do fluxo digital na assistência em saúde bucal”, completa Vanessa.

Nesta primeira etapa do projeto, foram capacitados sete profissionais de Ponta Grossa. De 16 a 20 de novembro, teremos a participação de 16 profissionais representantes dos municípios de Arapongas, Apucarana, Campo Mourão, Curitiba, Guarapuava, Londrina, Maringá e Rolândia. E entre 7 a 11 de dezembro, serão recebidos 18 profissionais dos municípios de Cambé, Cascavel, Foz do Iguaçu, Paranaguá, Pato Branco, Pinhais, Toledo e Umuarama.

“Foram trabalhados tópicos e equipamentos relacionados ao uso de tecnologia digital para aquisição de imagens, design e impressão 3D de trabalhos protéticos intermediários e finais, além de dispositivos para tratamentos dos sinais e sintomas de Desordens Temporomandibulares. Pacientes foram atendidos e receberam os trabalhos”, afirma a professora Nara Hellen Campanha Bombarda, que ministrou as capacitações de atendimento para os profissionais. Segundo ela, a participação foi muito positiva, com a troca de experiências, e os profissionais se mostraram muito animados e interessados. “Foi uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional para mim e para todos os membros da equipe (docentes e discentes de graduação e pós-graduação lato e stricto sensu) além de ter sido um benefício bastante concreto para os pacientes que receberam os trabalhos por nós realizados durante os dias da capacitação”, finaliza.

Responsável pela Saúde Bucal do Ministério da Saúde participa das atividades 

O encerramento da semana de capacitações contou com uma presença importante. O coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Edson Hilan Gomes de Lucena, veio até a UEPG para conhecer a estrutura da Universidade onde o projeto é desenvolvido. Durante sua fala, Lucena disse que veio tratar da Política Nacional de Saúde Bucal, conhecida como Brasil Sorridente, e de todas as ações prioritárias que estão acontecendo, entre elas a implantação do fluxo digital para a confecção de próteses dentárias. “Temos algumas instituições de ensino que são parceiras para nos ajudar a implantar isso em todo o Brasil, e uma delas é a UEPG. É com uma alegria enorme que estou aqui podendo conhecer a estrutura de perto e ver o quanto a instituição está preparada, organizada para receber os equipamentos”, afirma.

“Um protagonismo muito grande da nossa área de odontologia dando acesso à população mais vulnerável atendida pelo SUS com uma tecnologia já disponível no setor privado”, destaca o reitor da UEPG, professor Ivo Motim Demiate, que se reuniu com Edson Lucena antes do evento.

O responsável pela parceria entre o curso de Odontologia da UEPG e o Ministério da Saúde é o professor Alfonso Sanchez Ayala. Ele explica que foram dois projetos aprovados em nível federal: “Fluxo Digital na Confecção de Próteses Dentárias no Sistema Único de Saúde (SUS)” e “Fluxo Digital em Prótese Dentária – Programa de Capacitação aos Profissionais do SUS”. “A formação de recursos humanos permanece como nosso principal compromisso enquanto universidade. Entretanto, essas iniciativas permitem conciliar a formação acadêmica de excelência com a produção de próteses totais removíveis, coroas unitárias e dispositivos oclusais destinados aos usuários do SUS, contribuindo, assim, para o cumprimento de nossa responsabilidade social como universidade pública”, garante Ayala.

Durante sua fala no evento, o professor Alfonso procurou apresentar a trajetória construída na área de reabilitação oral na UEPG. Segundo ele, desde 2008, com paciência, dedicação e muito trabalho, foram desenvolvidos diferentes protocolos de confecção de próteses dentárias digitais, cujos resultados se refletem em pesquisas e publicações científicas de relevância para a área. “Grande parte desse mérito pertence aos nossos alunos, cuja dedicação não apenas permite dar continuidade a esse trabalho, mas também ampliar e aprimorar as perspectivas que nós, professores, construímos ao longo de nossa trajetória. Por isso, agradeci especialmente ao João Vitor e ao professor Edson, pois, sem o apoio do primeiro e a atuação e gestão do segundo, dificilmente teríamos condições de dar esse importante salto: passar a confeccionar nossas próprias próteses, ampliando nossa autonomia e, sobretudo, nossa capacidade de beneficiar diretamente os pacientes”, afirma.

“Um dos pontos mais importantes foi perceber o envolvimento tanto dos profissionais capacitados quanto dos nossos alunos de Graduação e Pós-Graduação que nos auxiliaram tanto na organização do evento como na realização das atividades práticas. Nesse contexto, a universidade pública desempenha um papel fundamental não apenas na formação dos estudantes, mas também na qualificação dos profissionais que já atuam no SUS. Para a UEPG, é muito significativo participar dessa rede com outras 15 universidades públicas e perceber a dimensão que um projeto desenvolvido dentro da universidade pode alcançar, contribuindo diretamente para a implementação do fluxo digital na assistência em saúde bucal”, finaliza a professora Vanessa.

Texto e fotos: Tierri Angeluci


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