O Grande Auditório da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) recebeu, na manhã desta quarta-feira (22), a aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas (PPGCSA). Com o tema “O desafio do pensamento crítico em direitos humanos para as universidades”, a atividade foi ministrada pelo professor Manuel Eugenio Gándara Carballido, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diretor de comunicação do Instituto Joaquín Herrera Flores.
A atividade reuniu estudantes do mestrado e doutorado, além de acadêmicos da graduação e de outros programas de pós-graduação da UEPG. Segundo a coordenadora do PPGCSA, professora Lislei Teresinha Preuss, a discussão sobre direitos humanos está presente nas diferentes pesquisas desenvolvidas pelo programa. Para ela, a perspectiva apresentada pelo jurista e filósofo espanhol Joaquín Herrera Flores, referência nas discussões do programa, compreende os direitos humanos a partir das lutas e experiências sociais. “Os direitos humanos são processos de luta, são construídos no dia a dia”, afirma.
Durante a aula inaugural, Carballido defendeu uma formação acadêmica que não se limite à dimensão teórica, mas dialogue com os conflitos e as desigualdades presentes na realidade social. “Eu sou mais da educação popular, prefiro o olho no olho”, afirmou o professor, que foi orientando de Herrera Flores. Ao abordar o pensamento crítico, Carballido destacou que o respeito deve estar relacionado às pessoas, enquanto as ideias podem e devem ser questionadas e confrontadas por meio de argumentos e informações.
O PPGCSA reúne pesquisadores e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, conforme destaca a professora Sandra Maria Scheffer, diretora do Setor de Ciências Sociais Aplicadas (Secisa). “Apesar de ele estar vinculado a um setor, ele congrega docentes e discentes numa diversidade muito rica”, comenta. A professora também ressalta que a discussão sobre direitos não se limita à conquista de garantias. “A necessidade de estar sempre trabalhando nisso não é um tema que a gente conquistou um direito e está feliz. Não, ele é cotidiano”, afirma. Para Sandra, a permanência dos direitos e das conquistas sociais exige atenção constante, especialmente diante de mudanças nas conjunturas sociais.
Texto e fotos: João Pizani
















