A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti-PR) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) apresentaram a Operação Rondon Paraná 2026 para gestores públicos de seis municípios da região Metropolitana de Curitiba e dos Campos Gerais na última quinta-feira (05). A tradicional ação extensionista tem como objetivo fomentar o desenvolvimento social, cidadania e qualidade de vida para a população e a formação cidadã dos estudantes envolvidos. Neste ano, a Operação é coordenada pela UEPG e acontece em julho.
“É um projeto que nós temos dificuldade de identificar se quem é mais impactado é a comunidade atendida ou a comunidade que se propôs a ir lá atender, porque é uma relação de duplo impacto”, explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, o professor Aldo Nelson Bona. “A Operação Rondon Paraná traz benefícios para a população atendida, mas transforma também a vida dos estudantes, voluntários que se envolvem e também dos professores”.
Para o reitor da UEPG Miguel Sanches Neto, a Operação pode aproximar comunidades afastadas das universidades. “O maior papel do projeto Rondon é, muitas vezes, mostrar para aquelas pessoas que estão em uma comunidade afastada o horizonte do ensino superior, e o Rondon pode ser aquela semente que vai fazer com que aquela pessoa sonhe a chegar ao ensino superior. Isso é muito importante numa sociedade como a nossa, com tantas assimetrias sociais, econômicas e culturais”, reflete.
Ao todo, 27 municípios foram convidados para o Rondon Paraná. Representantes de Porto Amazonas e São João do Triunfo, nos Campos Gerais; e Adrianópolis, Lapa, Rio Branco do Sul e Tunas do Paraná, que fazem parte da Região Metropolitana de Curitiba participaram da primeira reunião, realizada em Curitiba na última quinta-feira (05). Nesta semana, uma reunião será realizada em Ponta Grossa com representantes de outros municípios, que devem formalizar a adesão à Operação até dia 12.
O prefeito de São João do Triunfo Mario Cezar da Silva já aderiu ao projeto e avalia uma grande oportunidade de aprendizado e transformação local. “É a oportunidade de nós termos a atividade acadêmica estendida para a nossa comunidade local, de trocar experiências, mas sobretudo a possibilidade de nós termos o despertar do nosso município para várias ações do campo da universidade, sobretudo quando se fala de trabalho com jovens. Estender a mão aos municípios, sobretudo os municípios que são menores, mais desfavorecidos, ou menos favorecidos por ações como essas”, destaca.
Texto e fotos: William Clarindo | Apoio: Gabriel Ribeiro












