No dia em que a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) completou 56 anos, a pesquisa foi celebrada com o encerramento do 34º Encontro Anual de Iniciação Científica (Eaic) e do 11º Encontro Anual de Iniciação Científica Júnior (Eaic-Jr), na última quinta-feira (06). Promovido pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), o evento valorizou pesquisadores e pesquisadoras da instituição, com atividades para além das apresentações de trabalho: nesta edição, ainda aconteceu a 1ª Feira de Pesquisa e Pós-Graduação e Workshops do Complexo de Laboratórios Multiusuários (C-Labmu) e dos PPGs.
O encerramento contou com um momento emocionante para alunos e professores da UEPG. A entrega do Prêmio Destaque – que reconhece os 1º, 2º e 3º lugares em cada uma das categorias, divididas pelas grandes áreas de conhecimento do CNPq (Ciências Exatas e da Terra; Engenharias; Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; e Linguística, Letras e Artes) – aconteceu no Centro Integrar, com entrega de tablets aos alunos. Os equipamentos foram destinados pela Receita Federal de Ponta Grossa para a assistência estudantil. Uma das vencedoras foi Gabrielly de Oliveira Ayres, primeiro lugar na área de Ciências da Saúde. “Tivemos um trabalho árduo nessa pesquisa, que envolveu o ensino, a pesquisa e a extensão, e conseguimos aplicá-la nos ambulatórios dos Hospitais Universitários. Foi muito gratificante”. A aluna, orientada pela professora Carolina Justus Buhrer Ferreira Neto, desenvolveu um protocolo de modificação de formas farmacêuticas orais sólidas para pacientes com dificuldade de deglutição. “Foi uma sensação incrível ver meu trabalho sendo reconhecido. Fechei com chave de ouro este ciclo”.
Assim como Gabrielly, outros 33 foram premiados com o certificado e o tablet. O reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, parabenizou os alunos premiados, pelo esforço e dedicação na pesquisa. “Também parabenizo cada professor que assumiu a tarefa de orientar a iniciação científica, para além de inúmeras atividades que nós docentes precisamos fazer”. Sanches Neto ainda agradeceu pela parceria da Receita Federal, que permitiu a doação dos dispositivos aos estudantes: “mostra a valorização da universidade pública naquilo que ela tem de mais importante, que é a produção do conhecimento”.


Neste ano, como novidade, o Comitê Local do Pibic avaliou todos os resumos submetidos e indicou seis trabalhos de cada área para concorrer ao Prêmio. O aluno do curso de Direito, Pedro Mainardes, estava sorridente após receber o primeiro lugar na área de ciências sociais aplicadas. O orientando da professora Zilda Consalter ressaltou o orgulho pelo reconhecimento no Eaic: “este evento reforça o papel que a universidade pública tem na sociedade, naquilo que nós temos de melhor, que é a pesquisa científica, o trabalho técnico científico, entregando o resultado para a população, para aqueles que estão investindo em nós como estudantes”, comemora. Os nomes dos alunos, orientadores e títulos dos trabalhos premiados podem ser conferidos, em ordem, aqui.
Orgulho




A edição de 2025, ainda, registrou 615 trabalhos apresentados no Eaic, além de 42 no Eaic-Jr. Enquanto os alunos do Pibic-Jr apresentaram em uma sessão única de pôsteres no Centro de Convivências, os alunos da graduação puderam mostrar seus trabalhos em sessões divididas na Central de Salas. Um desses apresentadores era Tiago Marques do Carmo, que mostrou dados da sua pesquisa sobre os Agentes de Segurança Socioeducativo que atuam no Centro de Socioeducação Regional de Ponta Grossa (Cense). “Considerando minha experiência anterior como educador social do município, foi minha motivação e reconheço a necessidade de serem realizados estudos sobre o assunto, principalmente no campo da educação”, conta o acadêmico de Pedagogia. Ele agradeceu ao curso e aos professores pela experiência de pesquisa na temática. “Encerro meu último Eaic com muita gratidão no coração e com sentimento de ampliar essas discussões futuramente”. Na área da saúde, a aluna de Enfermagem, Elis Fernanda Moreira, apresentou o trabalho sobre o autocuidado com mulheres com fibromialgia após tratamento no Hospital Universitário da UEPG. “Foi uma experiência muito enriquecedora”, conta a aluna. “Apresentar minha pesquisa me permitiu compartilhar um trabalho construído com muito cuidado e dedicação, que representa não apenas um avanço científico, mas também uma vivência pessoal de aprendizado sobre o cuidado integral e humanizado”, reflete.
1ª Feira de Pesquisa e Pós-Graduação




Além da pesquisa, também houve a extensão: o Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG) levou parte das atividades de extensão na pós-graduação. A aluna do PPG de Odontologia, Tatiane Oliveira da Rosa, levou as atividades desenvolvidas por meio do Programa Aurora, voltado ao atendimento odontológico de pacientes do Condomínio do Idoso, em Jaguariaíva. “A atividade permitiu demonstrar a importância do atendimento in loco, incentivar o interesse de novos alunos na extensão e promover a troca de experiências com outros projetos acadêmicos”, conta.
De acordo com a diretora de pós-graduação, professora Simone Flach, o objetivo da Feira foi divulgar as investigações desenvolvidas na instituição e ampliar o diálogo com a comunidade acadêmica e o público interessado em ingressar na pós-graduação. “Os Programas também promoveram minicursos e workshops voltados a temas específicos de suas áreas, fortalecendo a integração entre estudantes, docentes e pesquisadores, além de estimular o debate sobre questões atuais do conhecimento científico”. A professora considera que as ações reforçaram o papel da UEPG como referência em produção de conhecimento, contribuindo para sua projeção nos âmbitos regional, nacional e internacional.
Workshops da Pós-Graduação e do C-Labmu


Yasmin Stelle, doutoranda em Química na UEPG, participou como ouvinte das atividades do PPG em Computação Aplicada. Durante toda a graduação, ela atua ativamente em atividades de pesquisa. “Eu fiz a iniciação científica todos os anos da graduação, então me moldou muito pra ir pra pós-graduação, pro Mestrado, pro Doutorado, mas a gente também vê que molda alunos pra ir pra fora [da academia]”, destaca. Para Yasmin, o Eaic é interessante para ver o que os alunos estão produzindo atualmente. O coordenador do C-Labmu, professor Adriel Fonseca, conta que a participação nos workshops foi positiva. “O público, predominantemente discentes dos cursos de graduação da UEPG, ficou surpreso com o nível dos minicursos e a quantidade de equipamentos disponíveis nas nossas Centrais Multiusuárias. Consideramos que, por se tratar do primeiro grande evento da Propesp nos últimos anos, onde diversas oportunidades ocorreram simultaneamente, os objetivos dos minicursos foram alcançados. Temos certeza que as Centrais Multiusuárias se tornarão mais visíveis e importante para a formação dos nossos alunos”, comemora o docente.
Texto: Jéssica Natal | Fotos: Aline Jasper, Fabio Ansolin, Gabriel Ribeiro, Gabriel Spenassatto, Larissa Godoy.






















































































































































































































































































