Silveira, Ribas

 
Nasceu em Ponta Grossa (Pr), em 1902, onde fez os estudos fundamentais. Profissionalmente ligado ao comércio e à indústria, dedicou a maior parte de sua vida às letras, com entusiasmo e fervor. Viveu existência laboriosa e superou dificuldades de toda ordem, porém o gosto pelo que fazia impulsionou o escritor. Temperamento pertinaz e infatigável, com irresistível inclinação para a pesquisa e dotes de historiador, versou sobre vários gêneros e espécies literárias. Sua produção, exceção feita à lírica, tem caráter histórico, abordando temas universais e regionais. Foi Membro do Centro Cultural Euclides da Cunha (Ponta Grossa) e da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba), além de participar de outras entidades culturais do país. Faleceu em 1978. Publicações poéticas: Luar do estio (1922); Presente de noivado (1934); Destruição de Jerusalém por Tito (1943); Terra dos Pinheirais (1943); Antologia Pontagrossense (1960); Odisséia do Tropeirismo (1965). (Vera Marilha Florenzano).

Tardes Princesinas

Nessas tardes bucólicas de outubro,
Quando o sol vai no poente sumindo,
Por detrás do pinhal, tremeluzindo,
Ajoelho-me no chão e me descubro...

Sinto-me dentro de oriental delubro,
Murmuro preces de um fervor infinito...
O céu, todo listrado de ouro e rubro,
É o manto de Jeová mais novo e lindo!

Poentes de minha terra. Ó maravilha!
Têm flores mil... capões pela coxilha...
Desce aos vales a sombra fresca e terna.

Os rebanhos dispersaram na campina...
Tardes de Ponta Grossa... obra divina!
Ninguém te rouba essa beleza eterna!

Palavras-chave: Ponta Grossa, cultura, poesia.

Referências Bibliográficas:
D’Oliveira, Nelson Saldanha. Páginas de Seis Vidas. Ponta Grossa: Planeta, 1986.
Jornal do Paraná. Ponta Grossa.
Rodrigo Junior, Plaisant, Alcibíades. Antologia Paranaense. Curitiba: Mundial, 1938.
Ribas Silveira. Antologia Pontagrossense. Ponta Grossa: [s. n.], 1960.
Tapejara. Ponta Grossa.