Quintiliano, Deodoro Alves

 

Paranaense nascido em São José dos Pinhais, em 1892. Já adulto, depois de percorrer várias cidades do Paraná por força de seu cargo público - era fiscal federal - fixou residência em Ponta Grossa, no mesmo Estado. Integrou-se de tal modo à vida princesina que muitos de seus textos descrevem e louvam a cidade como se fora sua terra natal. Oriundo de família católica, viveu com zelo e amor os princípios cristãos e, em seus poemas, freqüentemente glorifica a Virgem Maria, a mãe e o lado espiritual feminino, revelando delicadeza e sensibilidade poéticas. Muitos de seus textos estão publicados em jornais e revistas da imprensa local. Membro do Centro Cultural Euclides da Cunha (Ponta Grossa), foi o primeiro presidente de União Brasileira de Trovadores, seção Ponta Grossa. Faleceu aos oitenta e seis anos, em nosso meio, em 1979. Publicação poética: Escrínio de Saudade (1963). (Vera Marilha Florenzano).

Ponta Grossa

Ponta Grossa é tão cheia de beleza,
são tantos seus pendores naturais
de encantos, sobremodo divinais,
que até lhe dão a alcunha de princesa!

Do alto do seu trono de realeza
deslumbra e domina estas campanhas,
cujas riquezas, tantas e tamanhas,
lhe dão, por certo, as honras da nobreza.

Alcançou Ponta Grossa tal grandeza,
que, executando um plano que mantinha,
vou hoje lhe fazer esta surpresa:

Como homenagem minha, tão só minha,
nunca mais lhe direi minha princesa,
porque passou a ser minha rainha.

Palavras-chave: Ponta Grossa, cultura, poesia.

Referências Bibliográficas:
Acervo familiar.
D’Oliveira, Nelson Saldanha. Páginas de Seis Vidas. Ponta Grossa: Planeta, 1986.
Jornal da Manhã. Ponta Grossa.
Ribas Silveira. Antologia Pontagrossense. Ponta Grossa: [s. n.],1960.
Santos, Pompília Lopes. Sesquicentenário da Poesia Paranaense – antologia. Governo do Paraná José Richa. Curitiba: Secretaria da Cultura e do Esporte, 1985.
Tapejara. Ponta Grossa.