Conglomerado

 
Rocha sedimentar endurecida (litificada) rudácea (grossa), com componentes (clastos) arredondados e maiores que 2 mm. As formas dos clastos em conglomerados (achatados, alongados) são variáveis e dependem da natureza e estrutura da rocha que os forneceu. O arredondamento dos clastos depende da distância de transporte entre a área-fonte e o local de sedimentação. Os principais tipos de estruturas encontradas em conglomerados são a estratificação planoparalela e cruzada, e a imbricação de clastos. Também ocorrem conglomerados maciços, sem estrutura. A classificação dos conglomerados pode ser baseada na sua granulação, na composição e no tipo de cimento natural que une os clastos. Podem também ser classificados de acordo com o ambiente responsável por sua formação (conglomerados marinhos, fluviais ou glaciais). Os conglomerados refletem ambientes de sedimentação com alta energia, capazes de transportar fragmentos rochosos de grande tamanho. Pode-se destacar: as correntes aquosas (rios, ondas, correntes costeiras), que produzem conglomerados estruturados e "limpos", sem material fino entre os clastos, denominados ortoconglomerados; os movimentos de massa (escorregamentos, correntes de turbidez subaquosas) e as geleiras, que produzem conglomerados maciços com material fino entre os clastos, denominados paraconglomerados. Nos Campos Gerais, ocorrem conglomerados principalmente na Formação Iapó (paraconglomerados de origem glacial, denominados tilitos, na base do Arenito Furnas (ortoconglomerados de origem fluvial e/ou costeira) e no Grupo Itararé (paraconglomerados e ortoconglomerados de origem glacial, fluvial e costeira). Não se deve confundir conglomerado (rocha endurecida) com os depósitos sedimentares grossos encontrados, por exemplo, nos rios, aos quais cabe melhor o termo "cascalho". (Mário Sérgio de Melo, Cláudia Mara Kaust).