Argila

 

Termo que se refere às partículas minerais muito pequenas, com tamanho menor que 0,004 mm, constituintes de sedimentos (material não consolidado) e rochas sedimentares (consolidadas). Por extensão, o termo argila é utilizado para os sedimentos onde predominam partículas neste intervalo granulométrico. Alguns minerais ocorrem tipicamente com as dimensões da argila, sendo denominados argilominerais, destacando-se os grupos das ilitas, caulinitas, esmectitas e vermiculitas. Os argilominerais são filossilicatos (estrutura cristalina em forma de folhas) onde os principais cátions, além do silício, são alumínio, magnésio, potássio, sódio e ferro. Normalmente resultam da alteração (transformação pela ação dos agentes intempéricos) de rochas e minerais preexistentes. A estrutura laminada permite a adsorção de moléculas de água, conferindo às argilas sua plasticidade, quando úmidas, e levando à formação de materiais refratários, endurecidos e porosos quando a água é perdida sob aquecimento. As argilas possuem diversas aplicações industriais, como na cerâmica, cimento, abrasivos, isolantes elétricos, térmicos, acústicos, siderurgia, tintas e vernizes, produtos asfálticos, defensivos agrícolas, lubrificantes, cosmésticos, sabões, velas e sabonetes, ornamentação e outros. A região dos Campos Gerais apresenta um potencial muito grande em argilas, em especial para o uso em cerâmica vermelha para o fabrico de tijolos, blocos de vedação, blocos estruturais, lajotas para forro, telhas, manilhas, ladrilhos vermelhos, vasos, potes, entre outros. A importância econômica e social destas argilas é muito grande, principalmente por estarem relacionadas com a indústria da construção civil. No município de Ponta Grossa, toda produção deste tipo de argila está voltada para o fabrico de cerâmica vermelha, com as olarias situadas nas várzeas dos rios, de onde se extraem os aluviões argilosos. Dentre os maiores depósitos de argila de várzea podem ser mencionados os relacionados aos rios Tibagi, Guaraúna e Arroio Olarias. Este último tem este nome em conseqüência do grande número de olarias que outrora aproveitavam as argilas de sua planície aluvial, derivadas do intemperismo da Formação Ponta Grossa. Outra forma de ocorrência de argila relaciona-se às formações geológicas, por exemplo, os folhelhos da Formação Ponta Grossa e os argilitos do Grupo Itararé , os quais, dependendo do grau de intemperismo, são aproveitados como fonte de argila. Nas proximidades de Balsa Nova também já foi explorado caulim (argila branca) presente no Arenito Furnas. (Cláudia Mara Kaust, Mário Sérgio de Melo)

Palavras-chave: argilominerais, indústria cerâmica, aluviões.

Referências Bibliográficas:
MINERAIS DO PARANÁ S/A . Análise da Indústria Mineral Paranaense. Curitiba, Gerência de Fomento e Economia Mineral, 1984.
GODOY, L.C. Levantamento das Potencialidades Minerais do Município de Ponta Grossa. Ponta Grossa, PMPG-GEOTEMA, 1991.
MINERAIS DO PARANÁ S/A . Programa Levantamento das Potencialidades Minerais dos Municípios - Ponta Grossa. Curitiba, MINEROPAR, 1990.