Arco de Ponta Grossa

 

Soerguimento da crosta terrestre na borda leste da Bacia do Paraná, ativo principalmente no Mesozóico (paroxismo a 130 milhões de anos), quando os continentes sul-americano e africano estavam em separação. O soerguimento apresentou forma alongada, com eixo na direção NW-SE com caimento no sentido NW, passando próximo à cidade de Ponta Grossa, da qual emprestou sua denominação. Além do levantamento da crosta, o arqueamento das rochas originou feixes subparalelos de fraturas profundas, que deram passagem a magma basáltico, o qual consolidado formou os enxames de diques de direção NW-SE, constituídos de diabásio. Estas fraturas profundas foram as alimentadoras dos extensos derrames de basalto da Bacia do Paraná, que hoje aparecem no Terceiro Planalto Paranaense, e de soleiras de diabásio comuns nos Campos Gerais. O Arco de Ponta Grossa é uma estrutura geológica que marcou profundamente a geologia e geomorfologia do Estado do Paraná, com reflexos no povoamento e na economia. Além de originar os enxames de diques, soleiras e derrames, influenciou no escalonamento do relevo nos três planaltos em escadaria (Primeiro, Segundo e Terceiro Planalto Paranaense) e na concavidade do limite da Bacia do Paraná, que apresenta uma expressiva reentrância coincidente com o eixo mais elevado do Arco, onde a erosão removeu as rochas mais soerguidas e expôs as rochas mais antigas do substrato. (Mário Sérgio de Melo; Heracto Kuzycz Assunção).